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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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13
Jun13

"the oldest alliance": 640 anos depois


Paulo Rosário Dias


"In the first place we settle and covenant that there shall be from this day forward... true, faithful, constant, mutual and perpetual friendships, unions, alliances, and needs of sincere affection, and that as true and faithful friends we shall henceforth, reciprocally, be friends to friends and enemies to enemies, and shall assist, maintain, and uphold each other mutually, by sea and by land, against all men that may live and die.”

 

Isto é um excerto de um tratado assinado aos 13 dias de Junho de 1373 entre o Rei Eduardo terceiro de Inglaterra e o Rei Fernando e Rainha Leonor de Portugal, tendo sido mais tarde ratificado no que ficou conhecido como o Tratado de Windsor (1386). Este é o tratado entre nações em vigor, mais antigo do mundo.

Interrompida durante a regência dos Filipes do Espanha e posta em causa pelo trágico Ultimatum, foi contudo crucial em todas as guerras mundiais, das napoleónicas à Segunda Guerra, nunca esquecendo a sua influência durante a Grande Guerra e mais recentemente citada durante a guerra das Malvinas.

Seiscentos e quarenta anos depois, pouco parece importar, mas a história já provou que a aliança de Portugal é decisiva nos destinos globais.

Saiba a nação usar este poder sempre com responsabilidade, e orgulho.

 

13
Jun13

Tem-se falado muito em contenção nos últimos dias mas desenganem-se os mais distraídos. Não se trata de contenção de despesas no Estado mas sim da contenção de palavras e ruído na Assembleia da República, e até no país, de quem protesta, de quem luta, de quem come o pão que o Diabo amassou, de quem vê a luz a fugir do fundo do túnel. É dessa contenção que falam os políticos que estão no poder. Daquela que podia/devia ser feita para que acabassem as gorduras do estado, para que se esfumassem de vez umas certas ajudas de custo manhosas, para que tivesse fim o direito de ministros e afins de usarem carros de topo de gama, telemóveis de última geração e outras mordomias...não interessa falar e muito menos agir.

Por outro lado, as reclamações sobre saúde chegadas à Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (DECO) mais que duplicaram no primeiro trimestre deste ano, sobretudo em relação às taxas moderadoras e à qualidade dos serviços nos centros de saúde.

Se, por um lado, as queixas acontecem porque a saúde está doente no nosso país, por outro merece destaque o facto de os consumidores estarem a ficar cada vez mais conscientes e a usarem o seu direito de reclamar.

Ser um consumidor consciente é meio caminho andado para exigir os seus direitos.

13
Jun13

Como todos nos lembramos, em 2001 Portas apostou tudo em "ficar". 

Foi eleito e, claro, não ficou.

Hoje o Bloco de Esquerda lança a sua candidatura a Lisboa. Numa altura de poupanças em campanhas, dou a minha contribuição criativa, utilizando uma ideia que até funcionou no passado. Para quê complicar o óbvio?

O que está em causa nesta candidatura do Bloco de Esquerda em Lisboa, ao lançar o seu líder partidário, uma pessoa que conhece muito melhor a sua Cidade (Porto) do que Lisboa, é na verdade fazer o mesmo jogo político que Portas fez em 2001, o de tentar ser eleito para depois sair umas semanas depois. 

Nesta campanha perde desde logo Lisboa, que assim tem candidatos que a usam para sua promoção pessoal e afirmação partidária, em vez de se dedicarem de corpo e alma à discussão dos problemas da Cidade.

Mas João Semedo tem um desafio bem mais difícil do que Portas em 2001, já que a probabilidade de eleição será um objectivo muito ambicioso. Porque quer em 2001 com Miguel Portas, quer em 2009 com Luis Fazenda, o Bloco não conseguiu eleger o seu Vereador. 

Publicado também AQUI

11
Jun13

Tem sido uma aposta de Lisboa nos últimos anos as denominadas "hortas urbanas". (ver AQUI).

Depois dos Parques Hortícolas da Quinta da Granja, Jardins de Campolide, Telheiras Nascente, e dos concursos já concluídos para os quase prontos Parques Hortícolas da Quinta da Paz e do Parque Bensaúde, avançam os concursos para mais dois: O Parque do Vale de Chelas e o Parque dos Olivais.

Contudo, e apesar das múltiplas vantagens que estas significam para o ambiente urbano, a começar pela socialização e pela ocupação permanente de espaços pelos cidadãos, e sendo que em alguns casos são de facto uma ajuda indispensável para o agregado familiar (ex: as Hortas da Quinta da Granja ou as futuras no Vale de Chelas têm talhões de 150m2, o que é uma área de cultivo muito razoável), a verdade é que por vezes é preciso clarificar que estamos num momento crucial de definir que as "hortas urbanas" têm que ganhar estatuto de "agricultura urbana" no seu verdadeiro significado, e na perspectiva com que foi sempre defendida por Gonçalo Ribeiro Telles. E por mais que o trabalho de Lisboa nesta área seja de uma crucial importância, e tal como ao nível dos Transportes, também aqui é à escala da Área Metropolitana de Lisboa que deverão ser criadas as bolsas de produção agrícola, que contribuam para uma maior segurança alimentar e para o abastecimento local.

E não falo só de hortícolas, claro está, falo também de cereais, de pastagens para gado, de vinha. Solos de qualidade para estas actividades ainda existem na Área Metropolitana, apesar da enorme destruição que muitos dos melhores solos sofreram para outros fins. Uma boa parte da agricultura de futuro deve estar próxima dos grandes centros de consumo, porque beneficia da curta distância aos centros de consumo, bem como da maior disponibilidade de meios técnicos e humanos.

Ao contrário do que disse Cavaco Silva sobre o retrato da agricultura em Portugal desde os seus tempos de Primeiro-Ministro, ainda estou à espera de saber, por exemplo, de uma só medida de Cavaco Silva, de qualquer área da sua Governação, que tenha valorizado e promovido a agricultura metropolitana, essa mesma que neste momento é urgente implementar. É que por aqui só o vi semear betão.

06
Jun13

Gota D’ Água, Ideias em Movimento surge da necessidade de transformar indignação em acção. Queremos mostrar que o bem é um bom negócio e envolver os cidadãos na discussão de causas que interessam ao nosso concelho, à região e ao país.

Este movimento quer ser a ponte entre os cidadãos e o poder levando até aos detentores desse mesmo poder o resultado das ideias, das discussões e dos anseios das populações nas mais diversas áreas.
A nossa missão, o nosso objectivo, é consciencializar a população para os problemas, para as causas, que são importantes no dia-a-dia.


E UM DESTES DIAS...VAI ACONTECER.

"UM CAFÉ E DOIS DEDOS DE CONVERSA" PARA FICARMOS TODOS A SABER OS REAIS OBJECTIVOS DESTE MOVIMENTO.
FIQUEM ATENTOS.

06
Jun13

Os HUC (Hospitais da Universidade de Coimbra) encontram-se na liderança, com 99,7 por cento, das consultas hospitalares. O Hospital Distrital da Figueira da Foz surge logo a seguir com 96,8 por cento das consultas realizadas. É também notícia pela positiva o facto de, no dia 1 de junho, ter sido aberto o primeiro Centro de Prevenção e Tratamento do Trauma Psicogénico (CPTTP) do país. Segundo António Reis Marques, mentor deste centro e diretor do Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), trata-se de “uma estrutura funcional, única no país, que vem colmatar uma lacuna do Serviço Nacional de Saúde”. Mas nem tudo é positivo neste setor e mais de 20 por cento das consultas hospitalares em Portugal estão atrasadas. O Centro Hospitalar do Baixo Vouga lidera este aspeto negativo com 48, 9 por cento. Negativo é também o facto de nosso país um em cada dez doentes (10,6 por cento) contrair infeções nos hospitais. A média europeia no que toca à taxa global de prevalência de infeções hospitalares é de 6,1 por cento.

04
Jun13

 

Calma, caro leitor (com ou sem dinheiro em "offshores"): Este título é falso!

É uma aberração minha inventada apenas para ajudar a que se compreenda o ridículo da proposta do Governo aprovada em Conselho de Ministros. O título verdadeiro deste post é que o Governo quer tornar públicos os nomes de quem vive em habitação de renda apoiada.

A grande questão é: para quê exactamente? Qual o objectivo de ficarmos publicamente todos a saber que a pessoa X vive com renda apoiada?

É que se esta proposta passasse, qual seria a Portaria que lhe seguiria? Que estas pessoas deverão andar identificadas na rua, quem sabe com um crachá na lapela?

Para quem (ainda) achasse que o CDS-PP impunha limites para o razoável, já se viu que até vão mais longe...

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