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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

19
Fev13

Meteorito foi alvejado por OVNI antes da sua queda na Rússia

Pedro Quartin Graça

A acção de um misterioso e até agora desconhecido OVNI impediu consequências mais gravosas aquando da queda de um meteorito na Rússia. Veja as impressionantes imagens em vídeo e repare na acção do OVNI que dispara sobre o meteorito, implodindo-o e retirando-lhe força de impacto, o que pode ter poupado a morte a milhares de pessoas na região. Impressionante!

19
Fev13

O novo amigo de Miguel Relvas

Duarte d´Araújo Mata
O percurso de Miguel Relvas, a sua "licenciatura", a forma de estar na política, por tudo, só podiam acabar nisto. 
Há muito que este Governo não consegue ir à rua e doravante nem sequer a salas fechadas. 
O melhor amigo de Miguel Relvas doravante será mesmo o "Skype". E ainda se poupa nas deslocações dele e da enorme comitiva de seguranças que o acompanham.
19
Fev13

A Bataria da Raposeira - Trafaria

Gastão de Brito e Silva
 

Esta foi mais uma ruinosa aventura que deveria ter começado quando visitei a Bataria da Alpena, sua tão próxima vizinha... só depois de fazer a devida pesquisa sobre essa desafortunada e desactivada unidade, é que reparei que a reportagem tinha ficado incompleta por ter falhado a Raposeira Pequena, pois fazem ambas parte da mesma linha defensiva e estão separadas por escassos metros...

Fiquei à espera de uma oportunidade para a visitar e ainda lá voltei mais duas vezes para melhorar as condições de luz... por a arquitectura deste local ser uma espécie de trincheira, ou estamos lá ao meio dia solar, ou há sempre uma fachada em contra-luz criando contrastes difíceis de resolver sem a ajuda do S. Pedro... acabei por decidir lá voltar numa terceira incursão e num dia nublado, aproveitando as nuvens para dar o impacto que estas imagens necessitam.

A Bataria da Raposeira, está situada no cimo do monte do mesmo nome, entre a Trafaria e Caparica, era uma unidade de artilharia que foi condenada pela extinção do serviço militar obrigatório e pela supressão do RAC (Regimento de Artilharia de Costa), acabando de vez com os seus tempos de glória.

Estas batarias foram erigidas em 1893 e foram idealizadas para defender a barra do Tejo e entrada de Lisboa, cruzando a linha de fogo com a bataria do Bom Sucesso em Belém... um investimento necessário para garantir a nossa soberania, que estava certamente escaldada com o infame Ultimatum imposto pelo Reino Unido.

A Bataria da Raposeira foi modernizada na Primeira Grande Guerra, e as peças hoje presentes foram actualizadas em 1940. Estava armada com três bocas de fogo Krupps de 15,2 cm, que disparavam projécteis de 45,3 Kg, com precisão até 20 Km de distância, e tinham uma cadência de quatro tiros por minuto.

Cada peça de artilharia pesava perto de 7.600 Kg e necessitava de uma equipa de 9 homens para ser manuseada, eram um chefe que estava encarregado de a disparar, e oito serventes que alimentavam as ávidas e famintas bocas de fogo.

Também foi nesta unidade militar que em 17 de Abril de 1901, se fez a primeira experiência portuguesa de TSF (Telefgrafia Sem Fios) em Portugal, levada a cabo neste local e o Forte do Alto do Duque, a uma distância de 4.300 metros.

Este quartel estava intimamente ligado à sua vizinha Bataria da Alpena, e ao BIRT (Batalhão de Informações e Reconhecimento das Transmissões), o primeiro apoiava-o como paiol, o segundo era o seu centro nevrálgico... todos foram desactivados pela reestruturação do exército em 1996 encontrando-se hoje abandonados, embora haja planos para estes locais, não consegui confirmar se irão avante...

Um dos planos que está esboçado para este local, é o "OCO - Ocean & Coastline Observatory" e foi galardoado com um prémio mundial, ao vencer o concurso Architecture for Humanity's Open Chalenge. Um importantíssimo galardão, que além do prestígio para a equipa de arquitectos, também o seria para Portugal, se o levasse a sério e a bom porto...

Após ter contactado o departamento de património do EMGFA, que é o seu legítimo proprietário, foi-me comunicado nunca terem ouvido sequer falar neste projecto... é caso para dizer... nada... que seja pelo menos coerente...

Por vezes é difícil compreender a desconexão que há entre os organismos cimeiros das altas hierarquias do estado... como é que há generais e autarcas regiamente pagos em que confiamos os destinos do País, que deixam chegar a este dramático ponto situações deste calibre...

Este espaço tem ultimamente sido aproveitado por jogadores de paintball e "mestres grafiteiros livres", que artisticamente têm deixado as suas indeléveis e selváticas marcas... talvez se tivessem ido à tropa, mostrassem mais respeito por um local que é um marco histórico da nossa nação...

Ouvi recentemente as declarações do general Loureiro dos Santos, que aconselha vivamente o governo da república a revitalizar o serviço militar obrigatório, alegando que os custos de um exército profissional é cinco a seis vezes superior... nada mais vil...!!! Uma afirmação que poderia ter sido dita de uma forma mais eloquente e com outro tipo de argumentação...

Sempre fui contra a extinção do serviço obrigatório, mas nunca por causa dos custos de manutenção... o insigne general alega apenas motivos pecuniários, poderia pelo menos disfarçar que queria apenas mão de obra escrava, e não uma escola de Homens... que é o que faz falta à sociedade!!!

No exército aprendia-se o que era o patriotismo, aprumo, responsabilidade, respeito, espírito de corpo... funcionava essencialmente como escola de sociabilidade, onde se ganhavam noções que hoje se perderam...

 

Era pelo menos essa a essência da tropa e o melhor que ela tinha e nunca a escravatura que começou a ser abolida por D. Sebastião, seguindo o Marquês de Pombal que exemplarmente também a legislou e foi finalmente extinta pelo Marquês de Sá da Bandeira!!! A tropa deve ser um serviço obrigatório para a toda nação, e não para servir os caprichos de alguns oficiais!!!

O tempo passado no serviço militar obrigatório deveria ser de pelo menos seis meses de recruta árdua, formando o carácter e o físico de cada um... e nunca  três meses de recruta e um ano de suposto serviço, às ordens de cento e oitenta generais e uns milhares de oficiais e sargentos que nada mais sabem fazer do que afagar os egos com medalhas e diplomas...

 

São na maior parte,  postos desprovidos de carácter e legitimidade, adornados por uma farda e um par de botas engraxadas... raras eram as decepcionadas excepções... foi pelo menos o que testemunhei durante o meu serviço... à pátria e pela pátria.

A tropa é a instituição mais nobre de um País, e deve ser um exemplo de bem servir, com orgulho e patriotismo sob uma bandeira e um hino exaltado em viva voz... servir a nação e dar a vida pela mesma é a forma mais nobre de viver e morrer, disso não tenho a mínima dúvida, e se pudesse algum dia escolher, gostaria de morrer em combate... mais que não seja pelo meu ideal... o nosso património em ruínas...

Infelizmente e nos tempos de hoje boa parte do património histórico detido pelas Forças Armadas está ao abandono, por falta de estratégia e por falta de interesse, o que me deixa perplexo, pois a "cagança" era o seu estandarte...

Se o exército foi reestruturado e o seu imenso património perdeu sentido, este deveria ser devolvido à nação e/ou às autarquias ou instituições que supostamente  serviu... seria pelo menos a forma mais nobre de dar continuidade à missão a que sempre se propuseram.


A lista de património a ser alienado por parte desta instituição, é mais uma vergonha da nação em que empenham a nossa história e legados para enriquecer alguns amigalhaços por ajuste directo, como se deu nalguns dramáticos casos, em que todos somos lesados.

Se as Forças Armadas, foram armadas para servir o país, agora que depuseram as armas, estas deveriam ser devolvidas à nação no mesmo estado em que lhas entregaram... só assim poderão manter a dignidade que sempre tiveram no papel que tão nobremente desempenharam ao longo da nossa história.

Nunca foi uma tradição de Portugal manter o seu património histórico, a prova é a falta do mesmo... o que aconteceu à armaria? Onde estão os espólios militares de Portugal? Foram vendidos a peso ao ferro velho e reciclados para panelas e esfregões de aço... ou então vendidos a coleccionadores estrangeiros que compraram por "tuta e meia" a história de Portugal... está na hora de reverter esta tendência... e parafraseando noutro contexto o nosso primeiro ministro... vamos REFUNDAR Portugal!!!


http://ruinarte.blogspot.pt

19
Fev13

Uma verdade simples

Flávio Gonçalves
Ao longo dos anos no meu percurso político deparei-me bastas vezes com as mais escabrosas teorias da conspiração, tanto à Esquerda como à Direita (e nos meios anarquistas e nacionalistas que se encontram “para lá” desta divisão simplista) a culpa não morre solteira e culpam-se os maçons, os satânicos, extraterrestres, uma infinidade de seitas e sociedades secretas até, graças a “gurus”  como David Icke ou Jim Marrs, a teorias que incluem todos os supracitados como sendo uma única coisa.


Estas “verdades” complicadas terão surgido em boa parte para justificar a bovinidade geral e ainda a cobardia pessoal de cada um, afinal se o controlo é absoluto, se o opositor tudo sabe, tudo controla, inclusive ambos os lados de qualquer querela ou a cúpula intelectual dos seus opositores, o melhor a fazer, o mais racional e são até, é ficar em casa confortavelmente no sofá  a regozijar-se por ser dos poucos que se encontram conscientes, despertos e cientes acerca da “verdade do mundo”.


Os mais radicais poderão até promover junto de familiares e conhecidos algumas das obras, portais internéticos e blogues que promovam essa sabedoria de que tudo está controlado, de que qualquer acção é inútil mas, felizmente para todos nós, basta-nos a vitória moral e espiritual de, na segurança das quatro paredes da nossa casa, estarmos cientes de que já os topamos e que a nós não nos enganam. 


Acabam por não compreender que a crença nesta teoria do “inimigo absoluto”, que tudo sabe e controla, é o melhor que podiam fazer ao sistema a que tanto julgam opor-se, afinal se somos governados por criaturas sobrenaturais ou extraterrestres, ou por mestres maçons detentores de conhecimentos ocultos ancestrais, está justificado que não se os pode derrubar, a maior mentira que se podia congeminar.


O mundo não é governado por satânicos e ocultistas, é  bem mais simples que isso: é governado por psicopatas viciados em dinheiro, capazes dos piores crimes para obterem mais, mais e ainda mais. Com a agravante (para todos nós) de que ao contrário de outros vícios como álcool, drogas e mulheres, o excesso de dinheiro não fará com que morram de overdose.


Publicado no semanário nacional O DIABO de 12 de Fevereiro de 2013.
19
Fev13

Augusto Santos Silva malha no ambientalismo

Duarte d´Araújo Mata

Foto retirada AQUI

Escreve Augusto Santos Silva no seu Facebook:

"1. Às vezes dão-me umas angústias totalmente absurdas. A de hoje tem a ver com o nosso ambientalismo.
2. De facto, que é feito dos ecologistas e das suas associações, que nunca mais ouvi falar deles?

Dantes tão pressurosos em denunciar poluições, lixos, desrespeitos pela natureza, violações das Diretivas, atrasos nos PROTs, violações da REN, da RAN e já não sei que mais - e agora tão calados, tão mortiços, tão invisíveis?
3. Terão hibernado? Então, porque não acordam, agora que se já sente um cheirinho de primavera?
4. Adorarão a ministra do Ambiente, subscreverão a sua política? Então, porque se acanham de dizê-lo?
5. Ou pertencerão à longa lista daqueles que só verdadeiramente se excitam quando é a esquerda que está no governo?"

Como ambientalista, não pertencendo a nenhuma ONGA, considerando-me eu de uma esquerda moderada, posso dizer, infelizmente, que bem e mal ao Ambiente, todos fazem um pouco...note-se que mal há muito mais que falar do que bem...

Este Governo, por via da crise económica, tem sido campeão nas reduções de emissões e a crise imobiliária encarrega-se de folgar as costas a quem sempre se bateu contra a destruição de bons solos de valor agrícola e/ou, ecológico. No entretanto tem-se dedicado a alterar as Leis de ordenamento do Território ou das Florestas, pelo que, se o dinheiro alguma vez voltar, teremos ainda mais problemas que no passado recente. Entretanto, boas ideias desse passado recente, como a aposta nas renováveis ou no veículo eléctrico vão sendo agora sacudidas, como se de batatas quentes se tratassem. No entanto, nesse passado recente, o Ministro do Ambiente (do PS), Nunes Correia, de forma hábil e quase sem oposição pública, alterou a legislação da REN e da RAN, mantendo, na prática, apenas o nome. Entre Decretos e Portarias, pouco mais ficou do que permitir que os Municípios decidam por si as áreas a delimitar e a desafectar ou delimitem uma Estrutura Ecológica Urbana que, na prática, não tem sequer definições legais claras, e que, pasme-se, permitem até a edificação...

Estes que agora cá estão, no fundo, nesta matéria, apenas lhes seguiram as pisadas...

Podia falar dos PIN+ ou então recuar uns anos e lembrar-me da co-incineração ou das auto-estradas e plataformas logísticas, hoje várias semi-desertas, a rasgar o País, enquanto a renovação do material ferroviário obsoleto era cancelado devido "à crise".

Assim, há ambientalismos para todos os gostos. O sério e o histérico. O consistente e o divagante. O construtivo e o de protesto. 

O que nos falta nesta altura é mesmo um ambientalismo capaz de congregar esforços e tendências em torno de um projecto político comum e forte, que alavancasse o crescimento económico e a justiça social no próprio Ambiente e nas suas potencialidades.

O que não precisamos são dos que não escondem ver o "ambientalismo" como uns elementos potencialmente agitadores, prometendo-se em alturas específicas vir até a poder defender as suas causas, mas apenas como quem põe uma flor na lapela.

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