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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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19
Jan13

dos homens e dos animais

Flávio Gonçalves

Mais de dez mil portugueses assinaram uma petição apelando a que não fosse abatido o cão que causou a morte de uma criança de 18 meses em Beja (notem que digo “causou” e não “foi responsável”, pois a meu ver a responsabilidade deve recair sobre os seres ditos racionais, o dono e a família que achou por bem ter um animal de raça perigosa na mesma casa que uma criança).

 

Sinceramente já me irrita a lenga-lenga interminável de “coitadinhos dos cães”, “não existem raças perigosas” e “a culpa é dos donos”. Claro que existem raças perigosas, fruto de alterações genéticas e cruzamentos que se destinavam à criação de raças de cães de guerra, é um facto. Que os miúdos lá do bairro, uns pais de família ou alguns solteirões achem que os podem ter em casa e tratar como se fossem caniches é que é grave, para mais quando hoje em dia a palavra “disciplina” é considerada aberrante, uma coisa do tempo do fascismo. Em pleno Século XXI, quando os pais têm medo de gritar com os filhos e o governo até proibiu as palmadas, acham que alguém tem sequer capacidade para educar um cão de guerra?
 
Tendo nascido num meio rural recordo bem o terror que não era, no regresso a casa da escola ou nos passeios com os amigos e familiares, os cães de fila, rotweiller, pitbull e derivados que muita gente deixava à solta nas ruas, as palavras de pena quando corria que determinado animal tinha sido encontrado morto, envenenado, eram sempre acompanhadas por um suspiro de alívio, isto numa altura em que eram raros os cães de guerra no papel de animal de estimação doméstico.
 
Só numa sociedade de loucos é que 10.000 pessoas acham que a vida de um cão vale mais que a vida de uma criança. A mesma sociedade onde quase não existem crianças mas onde os animais domésticos (gatos, ratazanas, cães, porcos da índia, e um longo et cetera) são tratados como se fossem crianças humanas (com alguns donos apodar-se o título de “papá” ou “mamã” das ditas criaturas). Lembra-me o ódio e desprezo que muitos defensores dos “direitos dos animais” têm para com a vida humana.

Não defendo uma lei à canadiana de abate geral de raças consideradas perigosas (embora não seja contra), mas gostava bem de saber até onde irá a loucura progressista de quem tudo defende, excepto os valores tradicionais.

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