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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

27
Jul09

Tenho que admitir que nunca segui o percurso político de Miguel Vale de Almeida, nem aquilo que escrevia. Isso não signifca menosprezá-lo, é apenas a escolha natural de alguém que dispõe de pouco tempo e não se identifica com a esquerda. A recordação que tenho dele é a participação num "Prós e Contras" relativamente recente, sobre o casamento entre homossexuais, em que ele me parecia o elemento mais moderado e inteligente entre outros defensores da medida, que mostravam com muchochos de desprezo e incredulidade o seu desdém pelo "atraso" daqueles que a ela se opunham, exercício especialmente praticado por uma jurista, Isabel Moreira.

Pois bem, não tinha posição definida sobre a questão, mas, antes desse debate,  cada vez me inclinava mais para aceitar esse "casamento", achando que, pronto, se isso é tão importante para a vida de certas pessoas é deixá-las, por muito que a mim me espante ver que, no século XXI, tanta gente pense que o casamento é a única forma "digna" de um casal viver junto. Porém, no final desse "Prós e Contras", creio que em diálogo com o padre Vaz Pinto, Vale de Almeida teve uma frase que me fez mudar de posição em favor da tal forma de "união" que existe em Inglaterra. Posto perante essa possibilidade (cito de memória), Vale de Almeida recusou-a terminantemente, dizendo que queria "tudo ou nada". Ou seja, queria a tal "dignidade" que ele e outros activistas dos direitos dos homossexuais julgam que só existe no casamento, em vez de resolver na prática os problemas que esses casais do mesmo sexo enfrentam nas suas vidas. A partir daí, pareceu-me que as posições a favor do casamento entre homossexuais ficaram acantonadas à esquerda, àqueles que, em nome de um igualitarismo cego, usam estes temas apenas para atacar a "direita", a "tradição", a Igreja Católica e tudo aquilo que eles consideram "atrasado" segundo uma cartilha datada do século XIX. Não posso estar de acordo com essa visão e agradeço a Vale de Almeida ter-me ajudado a compreender qual é a minha posição.

Dito isto, parece-me que Vale de Almeida é uma pessoa civilizada e culta e que não vai trazer mais ódio para a política portuguesa. Espero que dê um bom deputado, por muito que eu não esteja de acordo com ele.

26
Jul09

Nesta história, alguém anda a mentir e não é pouco. Ouvi há pouco José Sócrates e Vieira da Silva garantirem que nunca ninguém do PS convidou Joana Amaral Dias a integrar a listas de deputados do PS, ao contrário do que ela afirmou e que Francisco Louçã amplificou chamando o primeiro-ministro de traficante de influências. Aqui não há hipóteses, um dos lados está a ser desonesto. E pensar que se deram tão bem na campanha presidencial de Mário Soares...

26
Jul09

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios.

 

Esta carta de S. Paulo, como muitas outras, é escrita da prisão e nela o apóstulo aprofunda o tema da vida vivida segundo o mistério de Cristo.

 

Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.

 

Da Bíblia Sagrada. Daqui.

 

24
Jul09

Miguel Vale de Almeida candidato a deputado nas listas do Partido Socialista

 

Sem princípios, sem Política, Miguel Vale de Almeida escreveu em 25.07.2008:

Esta ausência de convicções - esta ausência de política com P grande - nota-se mais ainda quando Sócrates saca do argumento do pragmatismo e dos interesses de estado. Usa-o quando visita ditaduras e regimes quejandos, da China à Líbia, a Angola, ou quando recebe o presidente da Guiné Equatorial (acolhendo-o na CPLP). O pior é que nem se fica por aí: é comum elogiar os governos e líderes locais. Nada disto é “obrigatório” na diplomacia, nem em nome dos interesses económicos, e nem todos os líderes da sua área política o fazem. É assim, através desta curiosa pedagogia política, que um país inteiro vai tranquila e pragmaticamente encolhendo os ombros e repetindo os mesmos gestos de falta de princípios a todos os níveis do sistema, das autarquias às empresas e às famílias.  

 


O novo realismo socialista, por Miguel Vale de Almeida:
A cultura é um bocadinho a mesma: não interessa nada discutir e debater ou sequer saber o que se está a discutir e debater. O que interessa é avançar. Seja no “Tratado de Lisboa”, seja no Regime Jurídico das universidades. Se se levanta o dedo e se pede que haja debate e informação, já para não falar em referendos e democracia, a resposta é invariavelmente a acusação de “ideologia” e a defesa do “pragmatismo”. A cultura é um bocadinho a mesma porque o pessoal é um bocadinho o mesmo, o bolo também e dos apetites então nem se fala. São os novos pragmáticos anti-ideológicos, só que agora não são pundits de direita vendendo best-sellers. Agora são os socialistas. É o realismo socialista.


O novo realismo socialista, por Miguel Vale de Almeida:
A cultura é um bocadinho a mesma: não interessa nada discutir e debater ou sequer saber o que se está a discutir e debater. O que interessa é avançar. Seja no “Tratado de Lisboa”, seja no Regime Jurídico das universidades. Se se levanta o dedo e se pede que haja debate e informação, já para não falar em referendos e democracia, a resposta é invariavelmente a acusação de “ideologia” e a defesa do “pragmatismo”. A cultura é um bocadinho a mesma porque o pessoal é um bocadinho o mesmo, o bolo também e dos apetites então nem se fala. São os novos pragmáticos anti-ideológicos, só que agora não são pundits de direita vendendo best-sellers. Agora são os socialistas. É o realismo socialista.


Sobre os actuais deputados do PS, Miguel Vale de Almeida, em 7.10.2008:

Quais zombies políticos sem espinha, obedientes ao partido-empresa, perdidos num século XXI a que não pertencem, que descansem em paz. Se puderem. 

 

Ainda sobre os actuais deputados do PS, Miguel Vale de Almeida, em 10.10.2008:

Os acontecimentos de hoje confirmam outra velha suspeita: de que o verdadeiro problema do PS, enquanto partido-empresa-de-governação, é a maioria dos seus deputados serem pessoas sem qualquer pensamento político, sem ideologia, sem qualquer ligação “genética” à social-democracia.

 

 


 

 

 

Via Rui Castro no Sábado - Blog De Direita

24
Jul09

Um grupo de bloguistas de luxo inicia hoje oficialmente o Jamais, cujo objectivo assumido é terminar nas próximas eleições legislativas com a hipótese dos socialistas terem mais quatro anos de Governo para dar cabo do País de vez.. Ana Margarida Craveiro, Maria Isabel Goulão (a famosa Miss Pearls), Maria João Marques, André Abrantes Amaral, Joaquim Biancard, José Eduardo Martins, José Caetano Dias, José Gomes André, José Pacheco Pereira, João Gonçalves, João Villalobos, Manuel Pinheiro, Miguel Morgado, Miguel Noronha, Nuno Freitas, Nuno Gouveia, Paulo Cutileiro, Paulo Marcelo, Paulo, Rangel, Paulo Tunhas, Pedro Picoito, Pedro Vargas David, Rodrigo Adão da Fonseca e Tiago Moreira Ramalho são os participantes. Como é evidente, vou passar por lá todos os dias.

24
Jul09

Nova alternativa eleitoral:Constituída a FEH - Frente Ecologia e Humanismo


Pedro Quartin Graça

A Comissão Política Nacional do Partido da Terra, MPT e o Conselho Nacional do Partido Humanista, P.H., tornaram hoje público que deliberaram constituir uma coligação eleitoral com o objectivo de concorrer, em todos os círculos do Continente, à Eleição dos Deputados à Assembleia da República de 27 de Setembro, denominada FEH - Frente Ecologia e Humanismo. O pedido de registo da referida coligação será efectuado 6ª feira, dia 24, pelas 12 horas junto do Tribunal Constitucional.

23
Jul09

Creio que o primeiro-ministro entrou naquela fase de delírio de final de mandato em que acha que afirmações bombásticas substituem a realidade. Entretanto, em simultâneo. o insuspeito Abel Mateus, em entrevista ao Jornal de Negócios, chama a atenção a quem ainda não percebeu os perigos da delirante propaganda socialista, que seria cómica se não tivesse consequências trágicas para o País.

22
Jul09

Habitualmente associamos os “custos da democracia” ao financiamento dos partidos, à logística do processo eleitoral e às despesas dos órgãos de soberania: perfeitamente aceitáveis se devidamente transparentes e regulados. No entanto, o mais pernicioso dano colateral do regime é o do poder quando não resiste à vertigem eleitoralista e hipoteca a “rés publica” em beneficio da propaganda. A poucos meses de eleições, quando a esmola é grande, o pobre do eleitor deveria desconfiar... do custo de cada reforma inacabada, de cada obra prometida, emprego mantido ou angariado.

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