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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

02
Jul09

E agora, uma adivinha.

O último relatório da OCDE prevê uma queda do PIB português de 4,5% este ano, e de 0,5% no próximo ano, prevê que o défice se «deteriore substancialmente», prevê uma «quebra acentuada da actividade» económica, e um agravamento da taxa de desemprego para 11,2% em 2010.

Logo após, porém, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, veio dizer - baseando-se num aumento da confiança dos consumidores - que a crise está a chegar ao fim, tal como já dissera sucessivamente e em coro com Sócrates que a. Portugal ia ser poupado à crise, b. Portugal ia entrar em crise, mas menor que os outros países europeus; c. Portugal não ia entrar em recessão. E o ministro da Economia, Manuel Pinho, veio hoje, com o que ele apelida de «prudência», dizer que há sinais optimistas, que hão-de ser do género dos que receberam os mineiros de Aljustrel.

Pergunta: em quem vamos acreditar?

(Eu não garanti que a adivinha fosse difícil.)

 

 

 

E agora um assunto completamente diferente: os Estados Unidos foram abalados esta semana pela notícia de uma quebra de 9 pontos no índice de confiança dos consumidores relativo a Junho, após uma subida na Primavera. Deve ter-se feito luz para os consumidores, disse ao Financial Times  o economista, Mark Vitner: «Os consumidores devem ter pensado: menos mal não chega, menos mal não paga as dívidas.»)

.

02
Jul09

Tão contente estava João Tiago Silveira, a nova imagem de porta-voz do PS, que mal conteve um sorriso ao pronunciar o desarrincanço de que a Dr.ª Manuela Ferreira Leite tivera um forte «abalo» na sua política de verdade (Qed). Tão contente estava que não reparou no que acabara de fazer: confirmar que os socialistas mentiram sobre o caso PT com quantos dentes tinham, mas julgam relevada a culpa porque acham que «vocês também». Eu, sendo oposição, não imaginaria um porta-voz melhor.

02
Jul09

Já suspeitava - hão-de desculpar-me - uma vocação totalitária no PS. Mas pareceu-me ainda assim excessivo que António Costa tenha vindo hoje reivindicar o papel de oposição, clamando contra o ministro das Obras Públicas e as várias «nódoas» (palavra dele) na actuação do Ministério. O mesmo António Costa que está desejoso de perder um aeroporto internacional, o mesmo António Costa que só via progresso na ampliação de um parque de contentores - até um movimento muito sonoro o fazer mudar de ideias -, o mesmo António Costa que suavemente cedeu responsabilidades sobre parte da frente ribeirinha onde passaram a brotar hotéis e barreiras de cimento.

Que dizer? Apenas uma palavra de pesar para o ministro (aliás péssimo), que ao menos se sente demasiado velho, honra lhe seja, para desdizer à tarde por conveniência do chefe o que afirmou categoricamente de manhã. E mais velho ainda para sofrer críticas serôdias de presidentes da Câmara em dificuldades ou putativos sucessores de Sócrates, quando os eleitores parecem ter descoberto a mediocridade do incumbente (o primeiro e o segundo).

01
Jul09

Sob os auspícios do Concelho de Fóruns do Instituto da Democracia Portuguesa (IDP), decorrerá no Museu das Comunicações, Átrio da Casa do Futuro, no próximo dia 11 de Julho o entre as 10.00hs e as 18.00hs o debate de lançamento do Constituição 2.0.

Esta iniciativa tem como objectivo a construção participada, através de ferramentas colaborativas e interactivas ao dispor dos utilizadores da Internet (twitter, blogue, facebook), de uma nova Constituição para Portugal. 

 

Participe! Para inscrições e esclarecimentos visite Constituição 2.0 ou contacte a organização pelo endereço electrónico: democraciaportuguesa@gmail.com   

01
Jul09
Hoje, de madrugada, por volta das 2, a SICNotícias transmitiu um extraordinário documentário sobre Hitler, a tomada de poder, a guerra, a intimidade, a queda. O ponto notável, e a diferença, é que o filme, de autoria de Isabelle Clarke e Daniel Costelle, recorria amplamente a filmagens a cores feitas por Eva Braun e alguém próximo dela, e que intercalava, para situar no tempo, com imagens a preto e branco de manifestações, progroms, invasões, extermínio. Era a guerra, e era a intimidade do chefe e do seu aparelho: no Berghof, no Ninho da Águia, em passeios e piqueniques, no Focke Wulf quadrimotor que servia de avião privado, viam-se Hitler, Goebbels, Himmler, von Ribbentrop, Goering, Bormann, Speer, e respectivas famílias, e crianças. Via-se Eva Braun exibindo-se em fato de banho a fazer ginástica numa árvore, os homens de confiança do Fuhrer e do extermínio a brincar com crianças, a brincar como crianças, a fazer palhaçadas, a rir, em passeio e em convívio. Tudo filmado a cores, com uma câmara de qualidade (e talvez entretanto digitalmente melhorado), que tornou as filmagens muito contemporâneas, muito próximas. Pareciam coisas de anteontem. E os protagonistas pareciam pessoas normais, pareciam humanos. Que é como quem diz (e o documentário claramente dizia): estamos sempre em perigo.

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