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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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Estrada dos bravos, blog dos livres

11
Mar09

Porque exerço funções de comunicação empresarial em projectos dirigidos ao mercado global, sei por experiência própria que no mundo dos negócios, escancarado pelas novas tecnologias, a mais penosa fronteira ainda é o idioma. Sei como é difícil efectuar uma acção de marketing na Noruega, na Suécia ou na Holanda; desde a criação dos prospectos, o site de Internet, à redacção duma newsletter para os clientes. O problema agrava-se principalmente quando se lida com produtos de alguma sofisticação em que o “inglês técnico” se torna pouco eficaz. Também há muito que constatei que o meu trabalho é muito ingrato na língua para a qual estou mais habilitado, o português, por falta de escala e profundidade do nosso mercado. Assim, do ponto de vista profissional, eu seria bem mais feliz e realizado a trabalhar para trezentos ou quatrocentos milhões de pessoas evoluídas, com sentido crítico e poder de compra! Sonhos meus... 
Como sempre a questão humanitária converge na questão económica. Daí a importância da maturação dos mercados de língua de portuguesa, só possível através dum sólido progresso socio-económico nesses países.  O Brasil na ultima década tem dado sólidos passos nesse sentido, e Angola, noutro patamar está a fazer o seu caminho, embalada pelo fim da guerra civil e pelos milhões do petróleo.
Vem esta reflexão a propósito da visita de José Eduardo dos Santos a Portugal: a mim parece-me injustificada a hostilização política (veja-se a atitude dos bloquistas) a um país ou a uma visita de estado claramente amistosa e com uma agenda de vital importância para os negócios entre os dois países. Como tão bem refere aqui o nosso amigo João Carvalho, Angola é hoje uma porta de esperança de muitos portugueses empreendedores e refugio de muitos emigrantes nacionais acossados pela crise e pelo desemprego na Europa. Não deixemos pois algum reminiscente complexo de superioridade toldar a nossa vista. 

 

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