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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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23
Fev09

"E os Oscares, esta noite, foram, como se esperava, para um teledisco som a pobreza em cartão postal de cores fortes. Uma fotonovela de amor mal amanhada com a personagens com a mesma densidade de uma série para adolescentes. Realização para encher o olho e um retrato India digno de um guia turístico de bolso. Valeu a pena esperar para saber que, no meio daquilo, o trabalho de Sean Penn era reconhecido."

Daniel Oliveira, no Arrastão

 

"Por mim, o Óscar vai para os que conseguiram demonstrar, aqui em baixo, que a emoção de quem se interessa e segue ao vivo a festa anual da Sétima Arte pode ser transcrita, momento a momento, para a blogosfera e, mais ainda, comentada com acerto e opiniões de quem sabe do que fala. Eu próprio segui tudo com regularidade, sem me intrometer entre o grupo de conhecedores."

João Carvalho, no Delito de Opinião - sobre o especial "Óscares" comandado pelo André Couto

 

"A República foi implantada numa câmara municipal e não no parlamento. Isto demonstrou antecipadamente o respeito que o partido republicano português teve pela soberania popular nos 16 anos seguintes. Nos 48 anos de Salazar o país centrou-se me Lisboa, mas como Salazar era bem mais inteligente que os republicanos de 1910, a câmara municipal de lisboa, deixou de fazer parte dos locais de culto do novo regime. Após o 25 de abril, e depois de alguns anos em que parecia que o centralismo português estava a mudar, vem agora as comemorações do centenário da republica demonstar que afinal está tudo na mesma."

Luís Bonifácio, no Nova Floresta.

 

"Em Aveiro, cerca de 20 manifestantes seguravam um grande cartaz alusivo ao desemprego. O primeiro-ministro correu a certa altura um único perigo: temeu-se que os manifestantes, pela sua escassez, deixassem cair o grande cartaz.
As televisões, as tais que Pacheco Pereira acusa de situacionismo sempre que mostram de perto as rugas da sua amada líder, transformaram logo os 20 manifestantes em 100 e converteram a manifestação no episódio maior de uma visita preenchida por reuniões de trabalho com autarcas e gestores de empresas."

Miguel Abrantes, no Câmara Corporativa.

 

"O Diabo, um gato gordo e um seu criado passeiam na União Soviética, nas página da Margarida e o Mestre de Mikhail Bulgakov, a certa altura vêem um grande ajuntamento à porta da Associação dos Escritores, um deles, curioso, observa: “esta gente toda, são novos Tolstóis, Dostoievskis, Turguenievs ?”. Um outro, mais avisado, reponde-lhe: “não. É gente para almoçar, a Associação de Escritores é famosa pelo seu restaurante”. Este diálogo, que cito de memória, não vá o Diabo tecê-las e estar todo truncado, revela bem o estado actual da blogosfera lusa: discute-se muito? Não. Fazem-se excelentes jantares e festas."

Nuno Ramos de Almeida, no 5 dias

 

"Num momento em que muitos se indignam por tudo e por nada, não é normal que ninguém reaja perante a ausência de sentido de Estado do primeiro-ministro Sócrates. Medina Carreira, há semanas, apelidava estes sujeitos de "santolas" (reportando-se à altura do ano em que o interior está vazio). Subscrevo."

Rui Castro, no 31 da armada.

 

"Foi bonito o gesto recente de Diogo Freitas do Amaral ao solidarizar-se publicamente com o primeiro-ministro José Sócrates em relação ao caso Freeport. Foi bonito sobretudo se não tivermos em conta as notícias no Expresso e no Público de hoje que dão Freitas do Amaral como convidado por José Sócrates para Provedor de Justiça - recusado pelo PSD - e possivelmente para cabeça-de-lista ao Parlamento Europeu nas listas do Partido Socialista. Tudo isto é ainda mais bonito, aliás, por parecer indicar que Freitas ultrapassou os incómodos problemas de coluna que o levaram a demitir-se de ministro dos Negócios Estrangeiros de Sócrates."

Paulo Pinto Mascarenhas, no ABC do PPM

 

"Se uns têm o G7, G8, G20, porque é que não há um G-resto?"

Arcebispo da Cantuária - genial como sempre.

 

"Fico sempre espantado com as notícias das televisões, que falam dos «foliões» que aguardam a passagem dos desfiles: e as imagens dão conta de umas famílias apinhadas nos passeios, com os miúdos encavalitados vendo passar o cortejo de horrores. Isto, claro, sem falar da música permanente de «mamãe eu quero, eu quero mamar» que todas as discotecas do Algarve passam aos berros para que comboios de «foliões», organizados com a espontaneidade de uma missa em latim, se meneiem e transpirem adequadamente. Não sei. Não sei. Mesmo para Portugal, é muito horror junto."

Francisco José Viegas, n'A Origem das Espécies

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