Olhem para as estrelas, pensem no amor
Gays - a grande prioridade segundo o PS
A moção estratégica do PS, apresentada na passada semana, tem dois pontos fortes: o casamento homossexual (tema que Sócrates descartou há 3 meses mas quer pôr à proa agora) e a regionalização.
Na RTPN, empolgado com o documento (sabem como é, é quando os militantes acham que «esta é que os cala», «isto é que é falar», «agora é que é») um editor da Lusa exclamava que a moção marcara a agenda, que já ninguém se lembrava de outros temas senão dos da moção.
Mas não. O casamento homossexual esbarrou na discrição da Igreja, e a coisa esvaziou-se por ali. E a regionalização encontrou uma inesperada serenidade no PSD, e não se acendeu a discussão.
De súbito, em vez dos bolos com que se previa distrair os tolos, a agenda fixou-se, empedernida, na crise, na má gestão, nas más previsões, nos péssimos indicadores, em investigações luso-inglesas.
E eis aqui, singularmente, uma razão de optimismo: a propaganda não bastou e a manobrazita não colheu.