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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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03
Jul20

Real Gazeta do Alto Minho | N.º 24


José Aníbal Marinho Gomes

Real Gazeta Do Alto Minho | n.º 24 by José Aníbal Marinho Gomes on Scribd

Já está disponível a Real Gazeta do Alto Minho, N.º 24 Neste número pode ler:

Comunicado aos Portugueses de S. A. R. o senhor D. Duarte, Duque de Bragança

A solidariedade da Casa Real Portuguesa

Entrevista a sua Alteza a Infanta Dona Maria Francisca de Bragança

Viagem ao Brasil A princesa Isabel, do Brasil em Portugal, por Humberto Pinho da Silva

Monárquicos que lutaram pela liberdade, por José Aníbal Marinho Gomes

Entrevista Dr.ª Mariana Magalhães Sant’Ana - o testemunho de uma médica no combate à pandemia

Reconhecimento do Duque de Bragança pelo estado Português, por Tomás A. Moreira

A virtude própria da coroa, por Miguel Villas-Boas

Ética na política e o futuro de Portugal, por Madalena Pires de Lima

Os deputados eleitos às cortes, pelo Minho em 1820, por Nuno Resende

Proclamemos, Portugueses, o combate à corrupção, por Paulo de Morais

O desaparecimento físico da dupla Uderzo e Goscinny, por António Moniz Palme

«C'est une révolte? - Non, Sire, c'est une révolution», por Carlos Aguiar Gomes

A Monarquia pelo Minho, Por João Afonso Machado

Luís Correia de Sá, por António Moniz Palme

Realidades da mente, por Porfírio Pereira Silva

Assembleia Geral da Real Associação de Viana do Castelo

25
Abr20

Monárquicos que lutaram pela liberdade – brevíssimas notas


José Aníbal Marinho Gomes

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António de Oliveira Salazar nunca permitiu que os monárquicos alcançassem o poder, anulando desta forma e de outras, a importância política D. Duarte Nuno.

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Dom Duarte Nuno de Bragança

Luís de Almeida Braga e José Hipólito Raposo, tinham criticado o regime autoritário, chamando-lhe "salazarquia" e Rolão Preto afirmava que "o Estado Novo foi a ruína da Nação".

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Luís de Almeida Braga

Hipólito Raposo, recusa em 1930 colaborar com a União Nacional, afirmando que os monárquicos deviam fazer o mesmo e opõe-se de forma directa à institucionalização do Estado Novo. Em 1940 publicou “Amar e Servir”, aqui denuncia de uma forma muito dura a Salazarquia, desferindo um severo ataque a Salazar o que lhe valeu a demissão de todos os cargos públicos que ocupava e a sua imediata deportação para os Açores.

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Hipólito Raposo

É, portanto, a partir dos anos 40 do século passado, que a oposição monárquica a Salazar começa a manifestar-se.

No ano de 1945, José Pequito Rebelo vê a lista de que fazia parte às eleições, por Portalegre recusada para o acto eleitoral de 18 de Novembro, por os candidatos da mesma não terem declarado que aceitavam os princípios fundamentais da ordem estabelecida.

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Pequito Rebelo

Em 1949 Rolão Preto candidata-se às eleições de 13 de Novembro por Vila Real e Pequito Rebelo, de novo, por Portalegre, eleições para as quais se presumia que este último seria vencedor. No entanto, o acto eleitoral foi interrompido pelo presidente da Câmara de Elvas, Mário Cidrães, que se dirigiu á mesa eleitoral e ao mandatário da lista informando-os que por decisão superior o acto eleitoral não podia continuar.

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Rolão Preto

Luís de Almeida Braga e Vieira de Almeida combatem o «Estado Novo» e são expulsos em 1949 da Causa Monárquica, por esse motivo, uma vez que este movimento monárquico não queria afrontar o regime, pois vivia na ilusão que a monarquia viria a ser restaurada.

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Vieira de Almeida

Os monárquicos começam a organizar-se e a partir dos anos 50 iniciam uma luta declarada contra o Estado Novo. Defendem a liberdade e a democracia e apoiam candidaturas oposicionistas ao regime.

Após a morte do Presidente Óscar Carmona, ocorrida a 18 de Abril de 1951, alguns monárquicos como Mário de Figueiredo e Cancela de Abreu propuseram a restauração da monarquia, mas Salazar, Albino dos Reis e Marcello Caetano opuseram-se. Aliás, este último, no III Congresso da União Nacional, que se realizou em Novembro desse ano em Coimbra, considera de menor importância a questão do regime, afirmando que ao ser levantada podia criar indesejáveis divisões entre os Portugueses.

Nesse ano de 1951, Rolão Preto apoiou a candidatura presidencial oposicionista de Quintão Meireles.

No mês de Outubro de 1957, antes das eleições legislativas de 4 de Novembro,  um grupo de monárquicos, do qual faziam parte, entre outros, Gonçalo Ribeiro Telles (um dos fundadores do Movimento dos Monárquicos Independentes (MMI), ao qual também se junta Luís de Almeida Braga), Francisco de Sousa Tavares, João Vaz de Serra e Moura e Henrique Barrilaro Ruas, publica um manifesto onde contestam qualquer forma de ditadura, que consideram ser inconstitucional e defendem a democracia como uma das soluções para resolver os problemas de Portugal.

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Ribeiro Telles

No ano de 1958 a candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República conta com o apoio destacado de Rolão Preto, Fernando de Morais Sarmento Honrado, Luís de Almeida Braga, sobressaindo-se este último, como causídico na defesa de Henrique Galvão, após o assalto ao Paquete «Santa Maria». 

Entretanto começam a verificar-se divisões internas no Movimento dos Monárquicos Independentes e Ribeiro Telles, com alguns monárquicos, entre os quais Francisco de Sousa Tavares e João Camossa, funda o Movimento dos Monárquicos Populares (MMP).

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Francisco Sousa Tavares

Muitos monárquicos (Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco de Sousa Tavares, João Camossa, etc.) estiveram implicados na chamada “Revolta da Sé” que foi uma tentativa de golpe militar e civil verificada na noite de 11 para 12 de Março de 1959 que a PIDE consegue desmantelar e onde são feitos prisioneiros uma série de oficiais de patente intermédia, que contavam com o apoio  de algumas figuras de topo da hierarquia militar e alguns civis, entre os quais o Padre João Perestrelo de Vasconcelos, pároco da Sé Patriarcal de Lisboa, local, onde os revoltosos se reuniram, sendo, no total, detidas cerca de três dezenas de pessoas.

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João Camossa

Ainda em 1959, Francisco de Sousa Tavares, Gonçalo Ribeiro Telles, Sophia de Mello Breyner Andresen entre outros enviam uma carta ao Presidente do Conselho, Salazar, na qual denunciam os métodos da PIDE.

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Sophia de Mello Breyner Andresen

No dia 12 de Novembro de 1961 há as primeiras eleições após o início da Guerra Colonial, e a oposição monárquica à “salazarquia” apresenta uma lista por Lisboa, que não foi aceite pelo regime, e, da qual faziam parte, nomes como Fernando Alberto da Silva Amado; Francisco José de Sousa Tavares; Mário Pessoa da Costa; José Paulo de Almeida Monteiro; Fernando Torres Carneiro Vaz Pinto; Francisco António da Silveira de Vasconcellos e Sousa (Castelo Melhor); Gonçalo Pereira Ribeiro Teles; João Carlos Camossa de Saldanha; António Moutinho Rubio; Maria Ofélia Mafalda de Melo de Portugal da Silveira; Rodrigo da Costa Félix; Manuel Ramos Ferreira e, que reuniu à sua volta um grande número de apoiantes.

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Fernando Amado

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Mário Pessoa da Costa

Alguns monárquicos são co-autores do “Manifesto dos 101 Católicos” de 4 de Outubro de 1965, documento de activistas católicos contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política do Governo de Salazar, entre os quais se destacam Francisco de Sousa Tavares, Sophia de Mello Breyner Andresen, Gonçalo Ribeiro Telles, Fernando de Morais Sarmento Honrado, etc.

Em 1969 surge a Comissão Eleitoral Monárquica (CEM), que apresenta uma lista própria para concorrer ao acto eleitoral de 26 de Outubro pelo círculo de Lisboa, eleições estas que não passaram de uma farsa promovida pelo regime. Pugnavam pelo sufrágio directo e pela participação na vida política do país, que se aproximava do «descalabro moral e económico» e repudiavam a repressão policial do Estado Novo, perpetrada pela PIDE, que se devia limitar às suas “naturais atribuições”. Defendem a extinção da censura, o direito de associação um sindicalismo livre e o direito à greve, uma justa repartição do rendimento, bem como a criação de um Serviço Nacional de Saúde, defendido por Mário Saraiva. Pugnam também pela existência de partidos políticos, que para Rolão Preto são “os mais vigorosos órgãos da Liberdade política, segurança das liberdades essenciais”. No campo da educação são favoráveis ao alargamento da escolaridade obrigatória e à autonomia das universidades.

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Mário Saraiva

Henrique Barrilaro Ruas, foi o principal rosto público da CEM da qual faziam também parte Francisco de Barcelos Rolão Preto; Luís Paulo Manuel de Menezes de Mello Vaz de São Payo; Fernando de Moraes Sarmento Honrado; Francisco Lopes Roseira; Joaquim Toscano de Sampaio; Maria Luiza da Conceição de Almeida Manoel de Vilhena; Fernando Teixeira Viana; Manuel Jorge de Magalhães e Silva; Abílio Leopoldo Motta-Ferreira; Fernando Costa Quintais; António Albano Pardete da Fonseca e que contou com muitos apoiantes.

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Henrique Barrilaro Ruas

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Joaquim Toscano de Sampaio

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Magalhães e Silva

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Abílio Leopoldo Motta-Ferreira (Fernando Sylvan) 

A CEM relacionou-se com outros grupos oposicionistas, que também integravam monárquicos, como a Comissão Democrática Eleitoral (CDE), a Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (CEUD), que incluía personalidade monárquicas como Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco Sousa Tavares, Sophia de Mello Breyner Andresen, José Luís Nunes (um dos fundadores do Partido Socialista), etc.

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José Luís Nunes

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Francisco Sousa Tavares junto ao Quartel do Carmo no dia 25 de Abril de 1974

Gonçalo Ribeiro Telles foi convidado por Henriques Ruas para integrar a lista da CEM, mas pelo facto de já ter aceite fazer parte da lista da CEUD, declina o convite, afirmando, no entanto, que se a CEM chegasse a votos, o MMP aderiria a uma Convergência Monárquica, independentemente do seu resultado das mesmas, o que veio a acontecer após as eleições.

Os jornais Diário de Lisboa e Capital, contrariamente a outros, nunca silenciaram a voz da oposição monárquica.

Nas acções de propaganda da CEM podia ler-se que: “O acto mais nobre de Um Povo Livre é escolher os seus representantes, escolher aqueles que serão, em cada dia, a sua própria voz”, bem como: “A Independência de Portugal passa pela liberdade dos Portugueses”.

Os monárquicos dos vários quadrantes da oposição defendiam as liberdades públicas, a abolição da censura de forma a permitir a liberdade de expressão e a sua intervenção era feita, sobretudo, na revista Cidade Nova, e através do Centro Nacional de Cultura, fundado por um grupo de jovens monárquicos em 1945, entre os quais destaco Afonso Botelho,  António Seabra e Gastão da Cunha Ferreira que foi o primeiro presidente. Do grupo inicial de monárquicos resta apenas Gonçalo Ribeiro Telles, sócio n.º 1 com 97 anos de idade.

A 30 de Abril de 1970, foi fundada a Convergência Monárquica, que integrava o Movimento Popular Monárquico, de Gonçalo Ribeiro Teles, fundado em 1957, a Renovação Portuguesa, de Henrique Barrilaro Ruas, nascida em Maio de 1962, e uma facção da Liga Popular Monárquica, de João Vaz de Serra e Moura, instituída em 1964.

Em virtude das posições públicas de oposição ao regime, manifestadas pelos seus dirigentes e no seguimento do manifesto da CEM, a Convergência Monárquica foi impedida de concorrer às eleições de 1973.

A participação em actos eleitorais, abriu portas, após Abril de 1974, para que os monárquicos fizessem parte, por direito próprio do sistema democrático português.

A Convergência Monárquica, está na origem do Partido Popular Monárquico (PPM) criado a 23 de Maio de 1974.

Após a revolução de Abril, nem todos os monárquicos aderiram ao PPM, integrando outros partidos como o CDS, PPD/PSD e PS.

Para memória futura aqui fica uma lista de nomes *, ainda que incompleta, ordenada por ordem alfabética, de monárquicos que combateram a II república, integrando ou não listas oposicionistas, candidatas a actos eleitorais antes de Abril de 1974.

 

Abel da Cunha

Abel Tavares de Almeida

Abílio Leopoldo Motta-Ferreira (usava o pseudónimo de Fernando Sylvan)

Adriano dos Santos Gonçalves

Afonso José Matoso de Sousa Botelho

Agnelo Galamba de Oliveira

Agostinho Carlos Pignatelli de Sena Belo Ataíde Queiroz

Agostinho da Silva

Alberto de Monsaraz

Alberto Moutinho Abranches

Albino Neves da Costa

Alexandre Martins Moniz de Bettencourt

Alfredo Carreira da Cunha

Alfredo Pinheiro de Freitas

Álvaro da Graça Costa

António Albano Pardete da Fonseca

António Amadeu de Souza-Cardoso

António Augusto Afonso

António Crespo de Carvalho

António de Assunção Sampaio

António João Alves Luís Fernandes

António José Borges Gonçalves de Carvalho

António José de Seabra

António Luís Maria Matoso de Sousa Botelho

António Moutinho Rúbio

António Pinto Ravara

António Ressano Garcia Cardoso Moniz

Artur Armando Camarate dos Santos

Augusto Cassiano de Andrade Barreto

Augusto João Pereira de Castro Lopes

Augusto Martins Ferreira do Amaral

Augusto Salazar Antunes

Augusto Vinhal

Azevedo Cruz

Carlos Alberto de Aguiar Vieira Gomes

Carlos André de Morais Sarmento Pacheco do Canto e Castro

Carlos Manuel Vieira de Almeida Álvares de Carvalho

Carlos Valdez Pinto Vasconcelos

Daniel Noronha Feio

Delfim da Nóbrega Pinto Pizarro

Domingos Manuel da Cunha Pignateli Sena Belo Ferraz de Carvalho Megre

Ercília da Silva Ramos

Fernando Alberto da Silva Amado

Fernando Amaro Monteiro

Fernando Bayolo Pacheco de Amorim

Fernando da Costa Quintais

Fernando de Moraes Sarmento Honrado

Fernando Ferreira Pinto

Fernando Pedro Teixeira Viana

Fernando Torres Carneiro Vaz Pinto

Fernão Vaz Pereira Forjaz Pacheco de Castro

Francisco António da Silveira de Vasconcellos e Sousa

Francisco de Barcelos Rolão Preto

Francisco José Carneiro de Sousa Tavares

Francisco Júdice Pragana Barata Feio

Francisco Lopes Roseira

Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro

Francisco Vieira de Almeida

Frederico Guilherme José Pereira de Sá Perry Vidal

Gaspar José Cochofel de Campos Calejo

Gastão Caraça da Cunha Ferreira

Gonçalo Fevereiro

Gonçalo Pereira Ribeiro Telles

Guilherme Gomes

Henrique José Barrilaro Fernandes Ruas

Henrique Mitchell de Paiva Couceiro

Henrique Queirós Athayde

Henriques Barbosa

Ilídio João de Almeida Santos

Isabel Wolmar (Maria Isabel Marques Silva)

Jerónimo Barbosa de Abreu e Lima

João Carlos Camossa Nunes de Saldanha

João Carlos Vaz Serra de Moura

João Crespo de Carvalho

João José de Melo Lapa

João Manuel Bettencourt da Câmara

João Marcos Pereira Perry Vidal

João Paulo Almeida Monteiro

João Pedro Maia Loureiro

João Pinto Picão Caldeira

João Seabra

Joaquim Barata Navarro de Andrade

Joaquim de Almeida Baltazar

Joaquim L. Espírito Santo de Vasconcelos

Joaquim Paulo Dias de Aguiar

Joaquim Toscano de Sampaio

Jorge Augusto de Melo Azevedo

Jorge Manuel Pujol Figueiredo de Barros

Jorge Portugal da Silveira

José Adriano Pequito Rebelo

José Bernardino Blanc de Portugal

José Fernando Rivera Martins de Carvalho

José Hipólito Vaz Raposo

José Luís Crespo de Carvalho

José Luís do Amaral Nunes

José Manuel Le Cocq da Costa e Silva Neves da Costa

José Mário Soares Dengucho

José Paulo de Almeida Monteiro

José Vaz Serra de Moura

Júlio Rosa

Leão Ramos Ascensão

Luís Carlos de Lima de Almeida Braga

Luís Carlos Fernando de Lemos da Câmara Leme

Luís Filipe Ottolini Bebiano Coimbra

Luís Leite Rio

Luís Paulo Manuel de Menezes de Mello Vaz de São Payo

Manuel Alberto Ferraz de Sousa Athayde Pavão

Manuel de Carvalho Costa

Manuel de Jesus Carvalho

Manuel Jorge Fonseca de Magalhães e Silva

Manuel José Cachopo Rebocho

Manuel Mascarenhas Novais Ataíde

Manuel Óscar de Freitas Bettencourt e Galvão

Manuel Paulo Ribeiro de Castro

Manuel Ramos Ferreira

Marco António do Nascimento Monteiro de Oliveira

Marcus Daniel Zicale

Marcus de Noronha da Costa

Maria Adelina Delacruz Vidal

Maria Eliene Santana

Maria Emília Chorão de Carvalho Barrilaro Ruas

Maria Ester Pereira da Costa Pita

Maria Joana Delacruz Vidal Braga Real

Maria Luiza da Conceição de Almeida Manoel de Vilhena

Maria Ofélia Mafalda de Melo de Portugal da Silveira

Mário António Caldas de Melo Saraiva

Mário Coelho

Mário Emílio de Azevedo

Mário Mendes Rosa

Mário Pessoa da Costa

Miguel Martins Leite Pereira de Melo

Miguel Ramalho Ortigão

Nabais e Silva

Nuno Furtado de Mendonça

Nuno Vaz Pinto

Paulo da Costa Dordonnat

Pedro Agostinho de Oliveira

Pedro Alves Castanheiro Viana

Pedro Manuel Guedes de Paiva Pessoa

Pedro Manuel Marques Ferreira

Pedro Rocha Marques Ferreira

Quirino do Nascimento Mealha

Rafael Castanheiro Freire

Rodrigo Costa Félix

Rodrigo Jorge de Moctezuma Seabra Pinto Leite

Rui Ernesto Callaia da Cunha e Silva

Rui Quartin Santos

Segismundo Manuel Peres Ramires Pinto

Sophia de Mello Breyner Andresen

Victor Manuel Quintão Caldeira

Wenceslau M. de Lima da Fonseca Araújo

 

* Agradeço ao Amigo Dr. Augusto Ferreira do Amaral a inclusão de alguns nomes nesta lista, que foi elaborada a partir de diversas fontes tendo por base o Dossier da Comissão Eleitoral Monárquica - CEM (1973), Convergência Monárquica 1.º ano de acção (1971); Livros das colecções da “Biblioteca do Pensamento Político”, “Edições de Cultura Monárquica” e Edições Gama (Série A - Política e Clássicos do Pensamento Político Português); Boletins da Liga Popular Monárquica; Lista Monárquica Candidata às eleições de 12 de Novembro de 1961; “Nas Teias de Salazar, D. Duarte Nuno, entre a Esperança e a Desilusão” de Paulo Drumond Braga, arquivo pessoal, etc.

Para a elaboração deste artigo, foram também consultados alguns números dos jornais Diário de Lisboa e Capital (mês de Outubro de 1969).

15
Abr20

Real Gazeta do Alto Minho, N.º 22


José Aníbal Marinho Gomes

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Real Gazeta do Alto Minho, N.º 22

Neste número pode ler:

- Entrevista a Dom Francisco van Uden

- O Último Cavaleiro Português da Ordem da Jarreteira, por Miguel Villas-Boas

- Leal Freire, por António Moniz Palme

- Jorge Portugal da Silveira, por Manuel Cardoso

- A Indelével supremacia do Rei, por António de Souza-Cardoso

- Novo Portugal sem Minas, por Madalena Pires de Lima

- O Surrealismo em Moledo do Minho, por Gonçalo de Sampaio e Melo

- Transição para o Regime Monárquico no Século XXI, por Tomás A. Moreira

- Um Visconde, Um Rei e um Arquitecto na realização de um sonho..., por Leopoldo Frederico Drumond Ludovice

- Jantar dos Conjurados

- Prémio Gonçalo Ribeiro Telles

 

Para ler aceder por favor a este endereço:

https://bit.ly/2uEmzDU 

 

25
Set19

Crónicas da Nau Catrineta


Sónia Ferreira

Parte 7

Os Portugueses e a Lâmpada do Aladino

 

A Lâmpada do Aladino era um objeto extraordinário.

Permitia ao seu proprietário obter três desejos, convocando o Génio, fossem eles quais fossem. Obedecendo apenas a três regras: não poderia desejar ter mais desejos, não poderia dar vida a quem já morreu e não era possível fazer com que alguém se apaixonasse (oh essa lei sagrada, a do amor verdadeiro…).

Três desejos.

Quais?

Fui perguntar a alguns portugueses comuns, quais seriam os três desejos que desejariam…

O primeiro a saltar da boca foi (imagine-se!) saúde para o próprio e para os seus.

O segundo é (sem surpresa) o Euro milhões.

O terceiro é paz no mundo, com uma ou outra exceção mais extravagante como ter poderes mágicos ou voar…

Resumindo. Qualidade de vida e solidariedade para com o mundo.

Todos queremos o mesmo.

O Euro milhões e a Saúde são denominador comum.

Todos queremos mais dinheiro, mais saúde para usufruir dos nossos.

Mais dignidade na vida que levamos, na nossa passagem pela Terra.

Então, qual é a grande dúvida?

Se todos queremos o mesmo, não vejo porque não reunir forças e trabalhar para esse fim comum.

Melhor qualidade de vida não se traduz só nos bens materiais que o comum mortal poderia comprar. Longe disso. Melhor qualidade de vida traduz-se em comer melhor fazendo opções mais equilibradas, ao invés de basear a dieta em hidratos de carbono e alimentos processados (mais baratos).

Traduz-se em obter melhores cuidados de saúde sem ter de racionar a quantidade de medicamentos ou tratamentos de que se necessita.

Traduz-se num maior acesso à cultura, melhor educação que resulta em melhores cidadãos.

Basicamente ninguém disponibilizou uma Lâmpada do Aladino a países como a Noruega, Dinamarca, Canadá ou Japão… Não foi preciso.

As pessoas consciencializaram-se que é preciso concentrar esforços num objetivo comum: talvez esta tenha sido a sua “lâmpada mágica”. Um estado forte e presente naquilo que é importante. E uma economia de crescimento em que a pessoa é o centro da questão.

É que tudo o resto vem por arrasto. Qualidade de vida produz bons cidadãos que estão envolvidos com a sociedade civil e com tudo o que os rodeia. Que estão bem integrados e que se preocupam com a sociedade, nela incluídos todos os que nela respiram e habitam. A nossa consciência eleva-se. É natural. Se estamos bem começamos também a querer olhar pelo nosso vizinho. Pelo nosso bairro, pelos espaços verdes ou infraestruturas adjacentes.

Mas tudo começa em nós. Na pessoa humana.

A primeira lição que me ensinaram na Escola Superior de enfermeiras foi: Se não estiveres bem contigo, não cuidarás bem do outro.

Levo essa lição para a vida.

É que a minha lâmpada é outra, é a da Florence. A Nightingale…

Dispenso bem a do Aladino…

 

Acorda Portugal. Já é dia.

 

19
Ago19

Crónicas da Nau Catrineta


Sónia Ferreira

Parte 6

Valham-nos as mitocôndrias

 

Portugal dos pequeninos sempre me fascinou enquanto criança. Viver num mundo à minha escala parecia fascinante… As casinhas, as janelas tudo feito ao meu tamanho. Era perfeito. Sonhava viver assim.

Mas à medida que fui crescendo percebi que crescia também a minha visão e a minha compreensão do que me rodeava. E o Portugal dos Pequeninos deixou de me servir enquanto cenário idílico de aventuras.

Ao contrário de mim, há pessoas que ainda vivem o Portugal dos Pequeninos e que me trazem à memória aquela imagem da Alice no País das Maravilhas, quando come o biscoito e lhe saem as pernas pelas portas, os braços pelas janelas e a cabeça pela chaminé: recusam-se a acreditar na grandeza de um povo e de uma nação. Serve-lhes o pouco que têm, por muito desconfortável que seja. E se não têm mais, a culpa é dos outros.

Alguém me disse, e bem, que a culpa foi de D. Sebastião (coitado, tem as costas largas).

“Sabe Sónia…” diziam-me “D. Sebastião levou com ele os melhores homens. Os que ficaram foram aqueles que ou eram velhos e doentes, aqueles que para fugir à guerra, se fizeram de coxos, de cegos, de zarolhos ou tiveram a esperteza de se esconder na adega. Com D. Sebastião morreram os bons-homens, entende? A gana de Portugal morreu com eles…”

Atónita, fiquei alguns momentos embriagada em perplexidade.

Então não é que é verdade?! Foi tudo embora?!!

Mas o meu espírito crítico, científico emergiu da evidência primária e lembrei-me: Mas as mulheres não! As mulheres não foram. As mulheres não se perderam no nevoeiro! Espera lá!

É que existe um tipo de ADN que só herdamos das mães. O ADN Mitocôndrial. O espermatozoide usa as mitocôndrias para produzir energia e liberta-se delas, juntamente com a cauda, aquando da fecundação.

Uff!

Podemos ser descendentes de coxos, manetas, covardes mentirosos e preguiçosos, daqueles que se atiram para o chão a gritar penalti.  Mas somos também todos filhos da nossa mãe, essa mulher de cabelos escuros de arrecadas nas orelhas, que nas noites em que o vento assobiava e o mar rugia, nos ensinou a vencer Adamastores à pazada (e uns quantos espanhóis). Das mulheres que ainda amassam filhós, refogam no azeite e teimam em fazer-nos comer a última colher de sopa. Que são as primeiras a acordar e as últimas a dormir. Que nunca deixam nada por dizer nem por fazer. As nossas mães não nos criaram para isto! Para olharmos para o lado e fingirmos que não vemos! Para ignorarmos 1000 anos de história de tantas outras mulheres anónimas, que pariram Reis mas também camponeses, cientistas, pensadores e artesãos!

Valham-nos as mitocôndrias e o colo das nossas mães e deixemo-nos de desculpas para justificar a nossa inércia.

Arregacem as mangas, amarem o cabelo, desapertem a gravata ou calcem um salto de 15cm, o nosso país está à beira de uma crise bem pior que a económica: uma crise de valores, de carácter e de princípios.

Valham-nos as mães de Portugal.

Valham-nos as mitocôndrias.

06
Jul19

Crónicas da Nau Catrineta


Sónia Ferreira

Parte 5

A Balança de Anúbis e o valor da vida humana

 

Quanto vale a vida Humana?

Aparentemente 2 milhões de euros.

Só um momento!

2 milhões de euros se for uma vida singela, inocente, sem maldade e que nada entende do mundo, cuja única prioridade é respirar e sentir o aconchego da mãe…

Porque há vidas e vidas…

Por exemplo, quanto vale a vida de um banqueiro?

- Ah! Calma, calma não misturemos as coisas é que um banqueiro é um banqueiro!

Então… quanto vale a vida de um jogador de futebol?

- Eh lá! Com o futebol não se brinca!

Tudo bem. Deixemo-nos de brincadeiras então.

Podemos medir o preço da vida humana em helicópteros ou podemos continuar a falar em euros?

É que na Balança de Anúbis helicópteros, euros, medicamentos ou almas têm pesos diferentes…

Passo a explicar.

Anúbis, um dos deuses da mitologia Egípcia responsável pelo julgamento dos mortos, enquanto ouvia a declaração do finado, colocava o coração deste num dos pratos da sua balança. No outro prato colocava uma pena, símbolo de Maat deusa da verdade.

Ao ser pesado, o coração puro e verdadeiro deveria pesar o mesmo que a pena e seria dada a hipótese do defunto transitar para a vida após a morte e viver a eternidade do além.

Acontece que a “balança” dos Portugueses está avariada, o Anúbis português recebe por fora e a pena foi substituída por um calhau da calçada.

É preciso acordar para a vida e, de uma vez por todas dar valor ao que tem valor. Deixemo-nos de conversa fiada.

É que parece que tudo passa neste novo crivo social!

Não há nada suficientemente grave que abane as gentes?

Olho com perplexidade o que me rodeia e questiono: Mas os Portugueses andam anestesiados? O que é que andam a pôr na água?

Nada supera o valor da vida humana! Deixemo-nos de hipocrisias!

O momento da verdade está lá para todos. Todos.

Seja na balança de um ser sobrenatural seja na nossa própria consciência.

Deixemo-nos de coisas!

O manifesto faz-se nas urnas de voto. Não nas redes sociais ou na praça pública.

É tempo de mudar o rumo. Sem medos!

Porque o medo não tem peso na balança.

Só a verdade.

 

 

05
Jun19

Adivinha-se um verão quente


João Paulo Saramago

Adivinha-se um verão quente, não como o verão quente de 1975 com relatos como os que ouvi há dias contados na primeira pessoa por quem sofreu com atentados bombistas, incêndios, despedimentos políticos… mas, em todo o caso, um preocupante verão quente.

Adivinha-se um verão quente porque as temperaturas tendem a subir com as alterações climáticas constantes, porque sabemos com elas vêm a baixa de humidade e porque se aliarmos um pouco de vento… teremos fogos florestais que serão devastadores como já estamos habituados.

Adivinha-se um verão quente porque, uma vez ocorridos os incêndios florestais, teremos de contar com os nossos Bombeiros Voluntários que continuam mal equipados, com EPIs (Equipamento de Protecção Individual) obsoletos e que os colocam em perigo, com veículos desadequados para as deslocações que são forçados a fazer pelo País fora para reforçar os meios nos teatros de operação e com poucos meios aéreos que o governo teima em contratar em cima do acontecimento através de ajustes directos após deixar cair os concursos públicos.

Adivinha-se um verão quente porque será o verão dos meses que antecedem as eleições legislativas e o aproveitamento político dos partidos da frente esquerda será mais do que obvio, aliás, aposto como não veremos líder do governo de férias aquando dos incêndios à imagem do que ocorreu no verão passado.

Adivinha-se um verão quente também no plano judicial já que uma vez iniciados processos que envolvem autarcas ligados ao partido do governo esperamos atentamente que elações e responsabilidades serão apuradas, quantos mais estarão na teia e que proporções atingirão os ditos processos. Ai se fosse um governo de direita…

Adivinha-se um verão quente na segurança interna porque a agenda da esquerda teima em tentar colocar a população contra as forças de segurança e “diabolizar” os elementos que as compõem. Com a ajuda desvergonhada da comunicação social ficam os elementos que têm como missão zelar pela nossa segurança com o ónus da violência não lhes bastando as faltas de condições laborais, os poucos meios técnicos para agir, os vencimentos baixos e a precariedade habitacional aquando das suas colocações.

E com tudo isto… estamos quase no verão, para os mais distraídos é já dia 21 de Junho.

 

05
Jun19

Crónicas da Nau Catrineta


Sónia Ferreira

Parte 4

Lição de História

Isto de ter de educar pequenos seres humanos tem um revés. Às vezes são as crianças que nos ensinam qualquer coisa ou que nos mostram uma forma simples de olhar para questões complexas.
O meu filho pediu ajuda para estudar História. “Os Descobrimentos Portugueses são uma seca mamã.” Respirei fundo e pensei que tinha de dar a volta àquilo. Na geração do meu filho “tudo é uma seca” a menos que envolva botões, danças alienígenas e estímulo audiovisual. É, de facto, um problema ou simplesmente algo para o qual nos temos de preparar e adaptar.
Fechei-lhe os livros, desliguei-lhe o Ipad. Sentei-me com ele e expliquei-lhe de forma quase teatral o que foi para os homens daquele tempo meterem-se ao mar. Tentei fazer do discurso um relato de aventura com um ou outro toque Marvel, sem colar personagens históricas a um universo DC. Muito embora para uma criança de 11 anos heróis de capa e collants sejam bastante mais apelativos que marinheiros com escorbuto, temos de concordar.
Foi aí que me lembrei do “Mostrengo”. Sempre gostei do “Mostrengo”. É um poema que exalta as qualidades daqueles que tinham uma missão e que a cumpriram a custo próprio. É daqueles poemas que ainda hoje me arrepia sempre que o leio.
Arrisquei. Li lhe o Mostrengo e sem lhe dar hipóteses de entrar em modo “seca” passei à explicação.
- …E o capitão do barco olhou para a tempestade e pensou “Eu vou conseguir”. Pegou numa corda e amarrou-se ao leme. Alguns marinheiros cheios de medo esconderam-se no porão, mas outros fizeram o mesmo que o seu capitão e prepararam-se para passar o Cabo ou morrer ali.
- E não tinham medo, mamã?
- Tinham. Tinham muito medo. Mas naquela altura era assim. As pessoas tinham medo mas também tinham vontade. Tinham curiosidade de descobrir coisas novas, de levar histórias de locais diferentes para casa. Descobrir o mundo misterioso. Os portugueses eram assim, curiosos, destemidos e determinados. Descobriram muitas coisas e eram muito persistentes. Não desistiam de nada até lá chegar.
Os olhos do meu filho seguiam as palavras. Acreditei que tinha despertado a sua mente. Agora estava focado para estudar e olhar para os livros de outra forma. Missão cumprida, pensei. Mas ainda não tinha saído do quarto quando me voltou a chamar:
- Mamã…
- Sim filho.
- Onde estão estas pessoas? – questionou olhando para a imagem do livro que acabara de abrir. Eu percebi o que quis dizer. Afinal, é meu filho.
Suspirei profundamente. Depois uma ideia surgiu.
- Estão na Aliança. – Sorri e pisquei-lhe o olho.
Enfrentemos então, o Mostrengo.

 

15
Mar19

O ciclo PVA


João Paulo Saramago

Vivemos em Portugal nas ultimas décadas uma conjuntura que nos levou a uma descrença e um
afastamento da vida política, a um alheamento do que se passa, uma pouca participação cívica e uma
enorme abstenção aquando dos momentos eleitorais, sem que exista uma causa ou facto único que o
justifique. O que existe é, como na teoria do acidente, uma serie de causas que, em conjugação, levam a
este resultado.
Mas de nada nos adianta fazermos a autopsia a este fenómeno, importa sim olhar para o presente e
projetar o futuro, criar método e apontar soluções e sonharmos com uma sociedade mais esclarecida,
participativa e capacitada para a critica construtiva.
O desafio que aqui apresento é o de adotarmos o ciclo PVA, Pensar, Votar, Avaliar.
Pensar pode ser de igual forma deveras estimulante e extremamente doloroso. Somos invadidos
diariamente por pseudonotícias, informações avulsas, opiniões que manipulam e posicionamentos
politicamente (in)corretos ou moralmente enganadores que não nos deixam espaço para pensar de forma
lucida e independente. É necessário e imprescindível usar de um posicionamento critico que nos confira o
discernimento do que realmente acreditamos e queremos defender. Falta-nos igualmente colocarmo-nos
numa posição de desconforto ao expormos as nossas ideias e crenças àqueles que pensam diferente de
nós, sem medo do confronto da palavra, da argumentação e da contraposição para que consolidemos as
nossas posições sem receios de aprender ou deixarmos-mos influenciar positivamente por outras.
Agora que temos a nossa opinião, fruto de toda a informação que recebemos, validámos e tornámos como
certas, é chegada a hora de exercermos o nosso direito de voto. Eleger alguém para nos representar é uma
das mais nobres formas de exercer democracia, demonstra confiança e confere responsabilidade, mas não
devemos ficar por aqui, é necessário estarmos atentos, vigilantes e ativos de forma exigente. Se a
informação do que está a ser feito e da forma como o mandato está a ser conduzido não nos chegarem
podemos e devemos exigir explicações. Exigir que seja cumprido na eleição o que nos é prometido na
campanha, velar para que quem nos representa seja um espelho do que a nossa sociedade precisa e merece
e, implicitamente, que se pautem por comportamentos éticos e verdadeiros todos aqueles que por nós são
eleitos. Tudo isto num claro processo de avaliação que pretende, para além de chamar à responsabilidade
aquando do desvio de rumo ou do não cumprimento do que é pretendido, dotar-nos de capacidade para
voltar a entrar no ciclo e voltar a pensar, Votar e Avaliar.
Façamos agora um exercício de transposição do ciclo para a atualidade. Estamos perante um governo que
nos faz crer que existe crescimento económico, que nos diz que aumentou o poder de compra dos
portugueses, que nos tenta iludir com investimentos que ainda não fez, não sabemos se realmente os vai
fazer e onde vai buscar capacidade financeira para tal. Verificamos uma máquina bem oleada de produção
de notícias fictícias que pretendem substituir a nossa capacidade de pensar pela indução de informação.
Deparamo-nos com um espectro político parlamentar que, quando não está do lado do governo, está a
sorrir ao entendimento com este não exercendo oposição.
Urge portanto pensar por nós, pelas nossas ideias, pelos nossos valores e costumes, sem que nos deixemos
inquinar por opiniões tendenciosas e populistas, urge votar no Partido que pretende construir a mudança,
que se está a alimentar com pessoas comuns, grande parte delas sem passado politico, mas com grande

valor acrescentado e depois de avaliar iremos verificar que apostámos na mudança de paradigma que
Portugal precisa e merece.
Defender os interesses de Portugal, dos Portugueses e dos que aqui vivem, trabalham e produzem. Criar
oportunidade de crescimento para as empresas, valorizar o mérito e impulsionar a solidariedade. Há muito
a fazer, a missão não é fácil, mas a Aliança tem a motivação certa por Portugal.
Não nos esqueçamos: Pensar, votar e avaliar.
Viva o Aliança,
Viva Portugal.

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