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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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18
Fev13

Liberdade e Ideologia: CDS e PSD contra casamento gay e aborto

João Ferreira Dias

Para mim o princípio da Liberdade é o mais sagrado de todos, porque com a liberdade vem a dignidade, a autodeterminação e os garantes fundamentais como a saúde ou o ensino. Naturalmente que à liberdade não associo a ausência de regras mas antes o direito à absoluta autodeterminação, razão pela qual sou totalmente a favor da Eutanásia, verdadeira expressão de liberdade sobre si mesmo. O problema, contudo, reside na observação da ideologia em matéria de liberdade. A liberdade é, creio veemente, a-ideológica. É um princípio, não uma componente de um determinado modelo societário. A liberdade não estar sujeita a uma ideologia de governação. Os regimes autoritários não são modelos sobre a liberdade, mas desvios ideológicos.

É por defender a liberdade como um direito básico que sempre fui e serei a favor da eutanásia, do casamento gay e do aborto (não como método pós-conceptivo – tal constitui também uma alienação dos recursos, ainda que seja uma expressão de autodeterminação). Todavia, infelizmente há movimentos civis e partidos políticos que continuam a fazer da liberdade um fator ideológico.

O governo conservador de Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, Miguel Relvas e Vitor Gaspar não está satisfeito com a liberdade trazida durante o governo de José Sócrates e ter-se-á fartado de que Portugal seja exemplo na matéria do casamento homossexual. Com a pressão da Opus Dei, através de João César das Neves, e outros segmentos ideológicos da sociedade portuguesa, PSD e CDS admitem um recuo na lei do casamento gay e do aborto. Quando a ideologia religiosa se impõe sobre a liberdade definição de uma sociedade entramos em matéria de autoritarismo. De resto não é que não estejamos já habituados. 

27
Jul09

Obrigado, Miguel Vale de Almeida

Duarte Calvão

Tenho que admitir que nunca segui o percurso político de Miguel Vale de Almeida, nem aquilo que escrevia. Isso não signifca menosprezá-lo, é apenas a escolha natural de alguém que dispõe de pouco tempo e não se identifica com a esquerda. A recordação que tenho dele é a participação num "Prós e Contras" relativamente recente, sobre o casamento entre homossexuais, em que ele me parecia o elemento mais moderado e inteligente entre outros defensores da medida, que mostravam com muchochos de desprezo e incredulidade o seu desdém pelo "atraso" daqueles que a ela se opunham, exercício especialmente praticado por uma jurista, Isabel Moreira.

Pois bem, não tinha posição definida sobre a questão, mas, antes desse debate,  cada vez me inclinava mais para aceitar esse "casamento", achando que, pronto, se isso é tão importante para a vida de certas pessoas é deixá-las, por muito que a mim me espante ver que, no século XXI, tanta gente pense que o casamento é a única forma "digna" de um casal viver junto. Porém, no final desse "Prós e Contras", creio que em diálogo com o padre Vaz Pinto, Vale de Almeida teve uma frase que me fez mudar de posição em favor da tal forma de "união" que existe em Inglaterra. Posto perante essa possibilidade (cito de memória), Vale de Almeida recusou-a terminantemente, dizendo que queria "tudo ou nada". Ou seja, queria a tal "dignidade" que ele e outros activistas dos direitos dos homossexuais julgam que só existe no casamento, em vez de resolver na prática os problemas que esses casais do mesmo sexo enfrentam nas suas vidas. A partir daí, pareceu-me que as posições a favor do casamento entre homossexuais ficaram acantonadas à esquerda, àqueles que, em nome de um igualitarismo cego, usam estes temas apenas para atacar a "direita", a "tradição", a Igreja Católica e tudo aquilo que eles consideram "atrasado" segundo uma cartilha datada do século XIX. Não posso estar de acordo com essa visão e agradeço a Vale de Almeida ter-me ajudado a compreender qual é a minha posição.

Dito isto, parece-me que Vale de Almeida é uma pessoa civilizada e culta e que não vai trazer mais ódio para a política portuguesa. Espero que dê um bom deputado, por muito que eu não esteja de acordo com ele.

18
Fev09

O sentido das palavras

João Távora

Segundo a sacrossanta wikipedia, define-se  Anormalidade como algo que foge do padrão, que se diferencia, desvia-se ou é oposto da normalidade. É um estado ou algo bizarro, estranho, fora do comum ou do que se está habituado. Por isso não faz sentido o escarcéu que por aí vai por causa de um bispo católico ter afirmado que a homossexualidade não é normal. O que é verdadeiramente preocupante nesta ditadura do politicamente correcto, é a instrumentalização da semântica, com obscuras intenções persecutórias.

Finalmente parece-me que o respeito e o amor entre os Homens infelizmente não é legislável. É uma aprendizagem que se faz nos antípodas do folklore e da propaganda politica. É uma lenta aprendizagem que começa em casa e que tem que ser vivida e aprofundada. O respeito e o amor entre as pessoas só se consubstancia na relação - e esse é o verdadeiro e consequente desafio, postulado da igreja de que faço parte.
18
Fev09

O casamento entre homossexuais e outras coisas sexuais

João Gomes de Almeida

"A homossexualidade não é normal, temos que dizê-lo (...) Não é normal no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher. É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja"

Cardeal D. José Saraiva Martins, in Público.

 

Por princípio acho que o estado não deve intervir, de forma alguma, na vida sexual dos seus habitantes, por isso sou completamente favorável ao casamento civíl entre pessoas do mesmo sexo. Antes de mais, por saber distinguir um contrato civíl, de um contrato religioso - a Deus o que é de Deus, a César o que é de César.

 

Quanto às declarações do Sr. D. José Saraiva Martins, querem-me parecer um tanto ou quanto infelizes. Aceito, como comecei por dizer no início deste texto, que alguém seja contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por compreender que o estado deve intervir até esse ponto na vida pessoal de cada um - eu discordo, mas aceito.

 

O que não se consegue aceitar passivamente é que um alto responsável de uma instituição tão respeitável como a Igreja Católica, venha afirmar publicamente que a "homessexualidade não é normal" - se não é normal, presumo que Sr. Cardeal considere que seja anormal e que portanto os homessexuais sejam pessoas anormais. Mas desde quando é que se consegue compreender que um irmão venha atacar outro semelhante em virtude da orientação sexual do mesmo? Deus criou-nos iguais e pediu-nos solidariedade entre nós, não este tipo de ataques.

 

Quanto às declarações respeitantes aos muçulmanos não vou comentar. Penso que a Srª. Obama não pensou duas vezes antes de casar com um Barack Hussein.

 

Adenda: A Juventude Socialista fez o que seria esperado, mas bem feito. Parabéns ao Duarte Cordeiro e ao Pedro Vaz.

 

Adenda 2: A JS hoje leva à Assembleia da República, uma velha reivindicação estudantil - a Educação Sexual.

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