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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

17
Jun09

Assim não vale!

Duarte Calvão

Os comentadores socialistas estão humildes, Vitalino Canas quer dialogar, Mário Lino adia o TGV e é a segunda semana em que ainda não se ouviu Sócrates dizer: "e meus amigos, eu nunca vi o pessimismo criar um só posto de trabalho". Só falta nesta tarde anunciarem no Parlamento uma baixa de impostos e na sexta-feira serem entrevistados pela Manuela Moura Guedes na TVI.

12
Jun09

Rio Mira vai cheio e o barco não anda, tenho o meu amor lá na outra banda...

João Távora

 

À beira do rio Mira, por estes dias as minhas preocupações resumem-se a comprar pão quente e o jornal pela manhã, às horas das sestas e das marés, aos marcadores entre as páginas dos livros, velar pelas criancinhas na piscina e barrar-lhes protector solar q.b.
É claro que em Portugal tarda a despontar um discurso consistente da direita pós-crise. E é muito redutor explicar "direita e esquerda" através duma gradação de mais ou menos “liberalismo". No caso português, "menos estado" é simplesmente uma questão de patriotismo.  Também não sei o que é que a importância da comunidade nacional, da recuperação do património, da preservação do ambiente, da protecção da vida familiar, da centralidade do sistema nacional de saúde, têm de “valores de esquerda” (antes pelo contrário!), mesmo que antipatizemos muito com José Cardoso Rosas - o que até é compreensível. O problema de remexer muito nestes pré-conceitos, é que "a coisa" era capaz de descambar na aniquilação das actuais oligarquias políticas.

 

02
Jun09

Lágrimas de crocodilo

João Távora

É normal nos dias que passam escutar virtuosos analistas a lamentarem a ausência dos grandes temas europeus nas campanhas dos partidos, cobrando aos candidatos o previsível abstencionismo no próximo Domingo. Tal parece-me uma explicação algo simplista: tenho ideia que o esforço dos candidatos na abordagem dos “assuntos europeus” não é reconhecido pelos media, preocupados que estão com sound bites e parangonas com as quais conquistam audiências e vendem jornais. Além disso não me parece razoável que a discussão da política europeia, reduzida à regulamentação das colheres de pau durante quatro anos, assuma miraculosamente preponderância e interesse em duas semanas de campanha eleitoral.
Finalmente, parece-me que o partido de Vital Moreira e José Sócrates ao desprezar ostensivamente a co-responsabilização dos portugueses pela adesão ao Tratado de Lisboa, assinou-lhes um atestado de irresponsabilidade, tendo desse modo o PS perdido toda legitimidade para exigir uma adesão significativa de votantes ao acto eleitoral do próximo Domingo.

Quanto ao mais a proverbial preguiça tuga faz o resto, como refere aqui em baixo o Duarte Calvão.
 

02
Jun09

Quero lá saber dos abstencionistas

Duarte Calvão

 

Sempre que as eleições se aproximam, lá vem a mesma conversa, geralmente da boca de comentadores de ar grave, como se o futuro da democracia dependesse das suas análises: “não admira que as pessoas se desinteressem da política e se abstenham”. Pois a mim admira-me imenso que alguém se abstenha e sobretudo que veja nisso uma atitude a ser seguida. Eu próprio, em tempos que já lá vão e por circunstâncias próprias da minha opção profissional pelo jornalismo, fui abstencionista, mas nunca andei a maçar ninguém com isso. Nunca recomendei a alguém que fizesse o mesmo e, acima de tudo, nunca achei que a culpa fosse dos políticos, como aquelas crianças malcriadas que fazem birra só porque os adultos não conseguem inventar nada que lhes possa agradar.
Nestas eleições europeias, os cinco principais partidos portugueses têm candidatos conhecedores e dignos (como gosto desta generalização, vou esquecer o inacreditável discurso de Vital Moreira sobre a “roubalheira”, provavelmente sugerido por algum assessor mais excitado…), que defendem pontos de vista muito diversos, que incluem prós e contras tratado de Lisboa, referendos ou punição para quem os prometeu e depois não os fez, federalismo e anti-federalismo e muitas outras questões, sem falar daquelas que dizem mais respeito ao âmbito nacional. E também para já não falar dos pequenos partidos, onde há várias propostas à disposição dos eleitores.
O problema não será assim de falta de opções, mas antes de um certo “bom tom” que faz com que muita gente mostre repugnância pela “política”, pelos “partidos”, como se vivessem entre tratados de filosofia política e ensaios sobre a Europa e lhe custasse descer ao nível dos políticos, votando neles. Ora o que eu mais vejo entre os abstencionistas, com alguma excepções evidentemente, são preguiçosos e hedonistas de terceira categoria, que não se interessem por nada a não ser o seu pequeno mundo, que se recusam a pensar em algo que fuja ao seu interesse directo, que não abdicam nem que seja por uma hora (para irem votar) da praia, das compras ou da comezaina com os amigos.
É claro que eles têm todo o direito de se absterem, mas porque é que alguém os deve respeitar politicamente? Porque é que os políticos têm que fazer um esforço para lhes agradar? Isso quer dizer que a abstenção vai ser muito elevada? Pois que seja. Já no passado assim foi e isso não tirou legitimidade ao Parlamento Europeu. Se as pessoas podem votar e não querem, o que mais faltava é que nós, os que nos damos ao trabalho de participar na vida política da nossa sociedade e vamos votar, fossemos afectados por quem prefere ficar de fora a dizer mal de tudo, incapaz de mexer uma palha para que as coisas melhorem. E que ainda por cima quer ser “reconhecida” por isso.

 

Também no Papa Myzena

 

28
Mai09

Os conselheiros de estado (e a república)

João Gomes de Almeida

 Vivemos numa república - o que é trágico, pasmem-se, mesmo trágico. Existem cada vez mais sinais de que esta república está a morrer, a cair de podre, não só enquanto paradigma político, mas mais do que tudo enquanto forma de regime. Esta república não serve os interesses do povo, não serve os interesses de Portugal - esta república tem o grande problema de excluir mais as pessoas do que as unir. Esta república peca por vários motivos, o primeiro deles todos é ser uma república.

 Ora vejamos, no  estimado Corta-Fitas, a Maria Inês de Almeida deixa algumas questões pertinentes: "Não há mulheres conselheiras para além da Leonor Beleza? Que idade tem o mais novinho conselheiro de estado? E a partir de que idade é que se pode dar conselhos?". Meus caros, os conselheiros de estado são o espelho da nossa república, se não vejamos:

  • Temos em primeiro lugar sete inerências directas devido ao exercício de cargos da nação, respectivamente: Presidente da República, Presidente da A.R., Primeiro-Ministro, Presidente do TC, Provedor de Justiça e os dois presidentes dos governos regionais.
  • Depois temos três lugares (para já) reservados aos ex-presidentes, que por pior mandato que tenham feito têm direito a ser conselheiros, ou como diz a Maria Inês a "darem conselhos".
  • De seguida apresentam-se as nomeações laranjas, perdão, as nomeações do Sr. Aníbal. Que são o media man Marcelo Rebelo de Sousa, a polémica ex-ministra Leonor Beleza, o médico e agora escritor como o irmão, João Lobo Antunes e o Pedro Miguel da Conceição Agostinho, que veio substituir o polémico banqueiro/bancário dos 10 milhões, Miguel Cadilhe.
  • Por fim temos os "eleitos" da Assembleia da República, onde encontramos Jorge Coelho, o CEO de uma das maiores empresas de construção do país, Francisco Pinto Balsemão dono de uma das maiores cadeias de comunicação social do país, António de Almeida Santos, o autarca António Capucho e Manuel Alegre ex-futuro líder do novo partido de esquerda.

Não fui fazer as contas, mas facilmente percebemos que a média etária do Conselho de Estado deve andar aí pelos 60? anos, sendo que José Sócrates vem desequilibrar um bocadinho as contas. Em suma, a república em Portugal dá imunidade e chama a conselheiros únicamente pessoas que já têm responsabilidades de estado, que são indicados pelos partidos políticos representados na A.R. ou que são indicados pelo próprio P.R. o que neste caso significa serem simpatizantes do PSD (vejamos que três ex-líderes do partido estão no Conselho de Estado).

 Agora deixo eu algumas questões: porque é que a república não chama a aconselhá-la pessoas com reconhecido mérito na sociedade civil? Porque não vemos o Fernando Nobre (Presidente da AMI), o Manoel de Oliveira (cineasta), o Arquitecto Ribeiro Telles (ecologista), o Professor Mendo Castro Henriques, o Vasco Rocha Vieira (general), o Pedro Ayres de Magalhães (compositor e músico), a Agustina Bessa Luís (escritora), o Vergílio Castelo (actor) ou o Miguel Esteves Cardoso (jornalista) no Conselho de Estado? Será que não seria preferível ouvir estas pessoas? A resposta talvez seja óbvia: a república serve apenas a política dos interesses e do lobby. Estas pessoas não interessam à república.

22
Mai09

O que ninguém reparou na sondagem da eurosondagem

João Gomes de Almeida

 

 

O mais impressionante na sondagem que hoje veio a público sobre as eleições para o Parlamento Europeu foi que ninguém reparou nas intenções de voto nos "outros partidos". Pela primeira vez estes simpaticamente denominados "outros" partidos aparecem com 7,7 % das intenções de votos.

 

Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu (2004) os "outros" obtiveram um simpático resultado de 4,24 %, pelo que agora quase dobram a votação. No entanto, 2 desses outros partidos não vão concorrer as estas eleições e outro deles já foi extinto (MD), pelo que os "outros" partidos que se repetem as escrutínio eleitoral representavam na altura apenas 2,68% da votação.

 

Se esta sondagem diz que há 7,7% de eleitores portugueses que dizem que vão votar nos "outros" partidos, significa que provavelmente existem 5,02% de portugueses que vão votar pela primeira vez num dos "outros" partidos que se apresentam a eleições. Curioso não acham?

 

Temos que juntar a estes dados três novos dados, desta feita políticos: o facto de terem nascido dois novos partidos políticos em Portugal (Movimento Mérito e Sociedade e Movimento Esperança Portugal) e o facto de pela primeira vez o Partido da Terra (MPT) ter campanha política de grande formato nas ruas do país e ser o único partido democrático que se opõe ao Tratado de Lisboa, capitalizando assim mais eleitorado.

 

 

Se quisermos ter como dado de relevo apenas a criação destes dois novos partidos políticos, poderíamos apontar para que cada um deles terá 2,51% de votação. Sendo que um deles poderá ter mais votos do que outro, mas de qualquer maneira qualquer um deles se coloca em terreno favorável para uma possível eleição de deputados nas legislativas. O que poderá alterar o actual quadro de representatividade parlamentar português.

 

 

Se juntarmos a isto o factor de mobilização do MPT - Partido da Terra, teremos que acrescentar a estes 5,02% os 0,4% que já teve nas últimas eleições, pelo que cada um destes partidos, dividindo aritmeticamente em três o eleitorado, poderá ter uma votação próxima dos 2%. O que iria premitir, mantendo-se este cenário nas legislativas, que estes três partidos viessem a eleger deputados para a Assembleia da República.

 

Havendo percentualmente tanta gente interessada em votar em alguns destes "outros" partidos, gostava de saber o porquê deles serem encaixados nos "outros" e não serem chamados pelos nomes. De certeza que o Pedro Magalhães sabe mais disso do que eu, mas eu fico sem compreender na mesma.

 

Ora vejamos, o Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 1999, em lista já na altura encabeçada pelo Miguel Portas, teve 1,8 % e já aparecia nas sondagens. Será que o BE interessava à comunicação social e o MMS, MEP e MPT não interessam?

 

De certeza que esta minha análise vai ser atacada por ter omitido os brancos e os nulos. No entanto, acho estranho que alguém diga numa sondagem que vai "votar nulo" ou até "branco", mas como disse não sou um especialista. Gostava ainda de referir que falei da sondagem de hoje da Eurosondagem, mas poderia também falar da sondagem realizada entre 14 e 19 de Abril que dava 13,5% de intenções de voto nos "outros", onde estão os brancos e os nulos.

 

Vamos esperar para ver.

18
Mai09

Sobre distribuição de preservativos nas escolas

João Távora

Com a cumplicidade entre sindicatos dos professores e os sucessivos governos da III república, o ensino público degradou-se a tal ponto que hoje pouco mais é do que um mito. A sua rede de escolas tornou-se num gigantesco depósito de jovens ociosos e um asilo de marginais, em que o saber e a formação do carácter são disciplinas acessórias. Neste contexto, entende-se perfeitamente o esmero de alguns, que em tempos foi de retirar das escolas os símbolos cristãos e que, actualmente, é o de aí se proceder à distribuição de preservativos. Suspeito que os próximos passos passarão pela substituição dos professores por psicólogos e dos contínuos por enfermeiros - todos eles sob a orientação dum zeloso psiquiatra. 
Enquanto isso, é hoje uma desgraça para qualquer pai responsável não possuir recursos para pagar um colégio privado e livrar os seus filhos dum medíocre, se não desgraçado, destino.

06
Mai09

O Nosso Presente Socialista - a cereja da mudança

José Mendonça da Cruz

Quatro anos depois de Sócrates ser empossado, todos os indicadores mostravam o que era o desempenho do seu governo.

Os socialistas vinham de meses de vociferação contra o combate ao défice. Mal acederam ao governo, os socialistas decretaram como prioridade... combater o défice. O primeiro a compreender como o défice ia ser combatido foi Campos e Cunha, o ministro das Finanças.  E como o ministro das Finanças, enquanto tinha por necessária uma subida dos impostos, discordava sonoramente que o Governo insistisse numa cavalgada irresponsável de grandes investimentos não-reprodutivos, o ministro das Finanças saíu. Entrou um ministro mais em sintonia, um ministro bom para Sócrates, um ministro que a pérfida Economist da ainda mais pérfida Albion viria a classificar em 2008 como o pior da Europa.

Trois à jamais

Depois do ministro que compreendera e fora empurrado ou saíra, compreendemos nós como o défice ia ser combatido: a promessa de Sócrates de não subir impostos era só uma brincadeira. Todos os 9 impostos foram aumentados, e o Estado continuou a esbanjar - entre 2004 e 2008, por cada 100 de riqueza nova criada, o Estado subtraiu mais 54. A carga fiscal dos Portugueses agravou-se em relação à média da UE e ficou muito acima da dos 12 países que aderiram em 2004 e 2007, os nossos principais concorrentes para atrair investimento externo. As exportações cresceram timidamente ao ritmo de 6% durante a década 1996-2006 (enquanto Turquia, República Checa, Polónia, Eslováquia, Hungria registavam crescimentos superiores a 16%). A taxa de desemprego ultrapassou a média da UE em 2006, e estava perto dos 8% em 2007. O rendimento per capita, que era de 84,2% da média da UE/27 em 1999, passou a 72,8% em 2008, e continuou a cair. O endividamento externo líquido agravou-se ao ritmo de 2 milhões de euros por hora, aproximando-se dos 500 mil milhões. E com a lista sempre crescente de auto-estradas, aeroportos, TGVs e outras grandes obras com grandes custos confirmados e benefícios duvidosos, o nosso futuro próximo pareceu menos negro quando comparado com o futuro longínquo.

Nos 4 anos de Sócrates, a Administração Pública ficou por reformar. Na Saúde, como nas Finanças, sairam pela janela tímidas reformas e ministro, para entrar uma ministra mais prudente, mais quieta, mais sensível à coisa eleitoral. Na Justiça ...  na justiça.

Quem tem um olho ...

Na Educação, uma guerra com os professores, o abaixar da exigência (e a melhoria estatística das aparências), um Magalhães com propaganda e sem critério nem concurso, e o lugar da iliteracia e dos meros rudimentos nos testes PISA. Na ordem interna, a insegurança e o aumento da criminalidade. Na saúde democrática, o condicionamento informativo. Na saúde económica, o condicionamento empresarial, os negócios de corredor, as excepções, os PIN. Em 2008, Portugal caíu para 53º lugar no Índice de Liberdade Económica, logo a 

seguir ao Uganda muito abaixo de Irlanda, Dinamarca, Estónia, Holanda, Finlândia, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Espanha, Noruega, Eslováquia, Hungria.

Nada desta crise derivou da crise internacional. Tudo nesta crise é anterior à crise internacional. Toda esta crise é nacional, nossa, resultante das opções de Sócrates.

E, sobre tudo, resultante de tudo, Portugal registou, entre todos os países da União Europeia, a maior desigualdade, o maior fosso de rendimentos entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres do país, fosso que se vem agravando desde 2005. Eis a cereja no bolo da governação e da solidariedade socialista.

06
Mai09

Com papas e bolos...

João Távora

Atirar com cueiros ou papas maizena à cara do adversário é coisa useira na política doméstica. Aliás o espectáculo da disputa do poder em Portugal está cada vez mais obsceno: desprovido de bons actores, substância ou ideologia, alimenta-se do aviltamento fortuito do adversário. O resultado é a descredibilização da democracia.

E se a tudo isso, juntarmos a crise económica, o financiamento dos partidos com maços de notas, o espectro da corrupção e uma justiça inoperante, não tarda teremos o caldo entornado.

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