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Estrada dos bravos, blog dos livres

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11
Ago15

Intervenções do FMI em Portugal

José Aníbal Marinho Gomes

 

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Não sou do filiado, militante, ou sequer simpatizante do PS ou do PSD, pelo que me sinto particularmente à vontade para fazer uma análise imparcial, breve e curta às intervenções do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal desde o dia 25 de Abril de 1974.

Comecemos pelo ano 1977, o I Governo Constitucional de Portugal, é efectivamente chefiado por um socialista, Mário Soares, mas Carlos Mota Pinto, Ministro do Comércio e Turismo, é do PPD. Convém também relembrar aos mais esquecidos, que o ministro das finanças era o agora comentador e moralista oficial da república, Medina Carreira.

Em 1983 inicia-se o IX Governo Constitucional, governo de aliança entre PS e PSD (Bloco Central), presidido por Mário Soares, considerado como o governo ideal para combater a grave situação económica que Portugal atravessava, após o governo da Aliança Democrática (AD), que terminou em 9 de Junho de 1983, na sequência do pedido de demissão do primeiro-ministro Pinto Balsemão1. Efectivamente, o primeiro-ministro do IX Governo Constitucional era Mário Soares (PS), mas o vice-primeiro-ministro era Carlos Mota Pinto (PPD) [9 de Junho de 1983 a 15 de Fevereiro de 1985], que acumulava a pasta da defesa nacional, e que foi substituído a 15 de Fevereiro de 1985 por outro membro do PPD, o actual ministro Rui Machete. Deste governo, que negociou o apoio do FMI, para o país, faziam parte outras destacadas figuras do PPD como por exemplo Joaquim Ferreira do Amaral.

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Assinatura do acordo de formação do governo do Bloco Central, entre Carlos Mota Pinto e Mário Soares 

Esta breve análise contraria todos aqueles que defendem que as intervenções do FMI aconteceram apenas com governos do PS, como tenho visto muitas vezes escrito. De facto, nestas duas intervenções, os governos da república, apesar de serem chefiados pelo partido socialista, incluíam também membros destacados do PPD, pelo que cai por terra a acusação, de que o PS, foi o único responsável por todas as intervenções externas.

Apenas o pedido de assistência financeira, que o governo de José Sócrates enviou à Comissão Europeia em 2011, após a rejeição do PEC IV, se deve isoladamente ao Partido Socialista. Ainda que, de acordo com vários economistas, o pedido de ajuda externa, tenha coincidido com uma grande crise internacional.

Chegou a altura dos Portugueses penalizarem através do voto todos aqueles partidos políticos, que por má governação, nos levaram à banca rota.

 

1 Registo o facto de Cavaco e Silva ter sido ministro das Finanças e do Plano num governo da AD (1980–1981), e a pessoa que mais tempo esteve na liderança do governo do país desde o 25 de Abril de 1974, de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, e de ter recusado chefiar as negociações com o FMI, aquando das duas primeiras intervenções.

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