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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

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30
Nov14

JANTAR DOS CONJURADOS *

José Aníbal Marinho Gomes

Flag_Portugal_(1640).png

Exmos Senhores

Dom Lourenço de Almada, Ilustre Representante de D. Antão de Almada,

Dr. Mário Ferreira e Dr. Nuno Matos, respectivamente Presidente e Vice-Presidente da Comissão Politica Concelhia de Ponte de Lima do Partido Social Democrata,

Dr.ª Natália Rodrigues e Engº Luís Filipe Mendes, membros do Secretariado da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Ponte de Lima,

Dr. Gonçalo Pimenta de Castro, Presidente da Direcção da Real Associação de Braga,

Eng.º Paulo Correia Alves, Vice-Presidente da Direcção da Real Associação do Porto,

Prof. Dr. Pedro Vilas Boas Tavares, Ilustre Convidado e Palestrante,

Minhas Senhoras e Meus Senhores

 

Desde os tempos da monarquia constitucional que o Primeiro de Dezembro ou Dia da Restauração, era efusivamente comemorado em Portugal e assim continuou após a implantação da república, até que em 2012, o actual governo, por razões meramente economicistas, suspendeu o “Feriado dos Feriados”, ignorando por completo que se não fosse a revolta de 1640 o nosso calendário de feriados era com certeza outro, e o castelhano seria a nossa língua oficial.

Evocamos hoje aqui uma data maior da independência de Portugal, uma vez que há 374 anos, no dia 1.º de Dezembro de 1640, o nosso país se libertou do domínio castelhano.

D. Sebastião morre na Batalha de Alcácer Quibir a 9 de Agosto de 1578, e como não deixou descendentes, subiu ao trono, com 66 anos, o seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique, irmão de D. João III. A morte de D. Henrique a 31 de Janeiro de 1580 precipita o país numa grave crise dinástica.

Já após a subida ao trono de D. Henrique, se perfilhavam vários candidatos ao trono de Portugal. Quem eram afinal?

– Filipe II de Espanha, neto de D. Manuel I, filho da princesa Isabel e do Imperador Carlos V;

– D. António, Prior do Crato, filho do Infante D. Luís, segundo filho varão de Manuel;

– Manuel Felisberto, Duque de Sabóia, também neto de Manuel, uma vez que era filho de D. Beatriz;

– Rainúncio, príncipe de Parma, bisneto de D. Manuel;

– D. Catarina de Bragança, também bisneta de D. Manuel;

– e por último Catarina de Médicis, rainha-mãe de França que justificava a sua pretensão pelo casamento de D. Afonso III com D. Matilde, de quem se considerava a legítima descendente.

Todos estes seis candidatos esgrimiram os seus argumentos e foram apoiados pelo meio académico e por alguns juristas: Filipe II teve o apoio das Universidades de Salamanca e Alcalá de Henares e dos juristas portugueses doutores Filipe e António da Gama, assim como o do Guarda-mór da Torre do Tombo, António de Castilho; a Duquesa de Bragança, teve um significativo apoio da Universidade de Coimbra; e D. António contou com a defesa da sua pretensão pelo doutor Pero de Alpoim e Caldas Pereira advogado de Braga, bem como também com o apoio de alguns sectores da Universidade de Coimbra.

Estas seriam portanto, as três principais candidaturas. As restantes, tentaram fazer valer a sua pretensão enviando emissários para o efeito, mas depressa se constatou, que pelo seu grau de parentesco mais afastado com D. Manuel, perdiam influência para as três anteriores.

Filipe II, através do seu emissário Cristóvão de Moura, corrompeu vários membros da Nobreza e Clero e procurou convencer o cardeal-Rei das vantagens de uma união ibérica. D. Catarina de Bragança, representava uma solução nacional para a nobreza não afecta a D. António e através da acção directa fez valer os seus direitos, procurando auxílio militar no estrangeiro.

D. António disponha de um vasto apoio popular e das ordens religiosas, mas para um determinado sector da nobreza, não passava de um bastardo, embora alegando sempre que seus pais haviam casado e que era portanto filho legítimo, o que lhe valeu o ódio de D. Henrique e o desterro da corte, para além da sua destituição de Prior da Ordem do Crato.

O Prior do Crato chegou mesmo a obter reconhecimento da sua legitimidade, por sentença favorável passada a 13-III-1579 por Frei Manuel de Mello, clérigo da Ordem de São João de Jerusalém. No entanto, o seu tio D. Henrique, como discordava da decisão proferida, obteve do Papa o encargo de julgar de novo o caso e a 28-VIII-1579 concluiu pela bastardia, anulando a sentença anterior.

Morto D. Henrique sem ter indicado sucessor, os acontecimentos sucedem-se e Castelha prepara a invasão a Portugal. D. António é aclamado Rei pelo povo a 24 de Julho de 1580 em Santarém, o mesmo se sucedendo posteriormente em Lisboa, Setúbal, Viana do Castelo, Ponte de Lima e em numerosos outros lugares.

E D. António I, foi rei, de facto, durante alguns meses – de 19 de Junho de 1580, data da sua aclamação em Santarém, até à derrota de Alcântara, – no território continental, e nos Açores até ao verão de 1583, administrando justiça, cunhando moeda e concedendo mêrces.

No entanto, a 25 de Agosto do mesmo ano, as suas tropas são derrotadas na batalha de Alcântara pelas poderosas forças comandadas pelo duque de Alba.

Acompanhado por alguns amigos de confiança, D. António foge para o Norte, e durante alguns meses vive homiziado no seu «reino», escondendo-se em Conventos, casas nobres, bem como em casas de lavradores e sabe-se que esteve no Concelho de Ponte de Lima, refugiado no casal do Barco, de Álvaro Soares de Abreu, actual Paço de Vitorino das Donas e no mosteiro beneditino que aqui então existia.

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D. António I

Em todo este processo a força e o dinheiro triunfaram e Filipe II foi aclamado Rei de Portugal nas Cortes de Tomar, que se iniciaram-se a 16 de Abril de 1581 no convento de Cristo, com a presença dos representantes dos três estados: nobreza, clero e povo. Aí teve consagração institucional o domínio filipino, iniciando-se a união ibérica que se entenderia até ao dia 1.º de Dezembro de 1640, data em que um grupo de verdadeiros patriotas, conhecido como Conjurados, conspirou, na clandestinidade, e levou a cabo um golpe de Estado que permitiu que Portugal fosse de novo um Estado independente e soberano.

As revoltas contra o domínio filipino tiveram como antecedentes, entre outros, o Motim das Maçarocas, que rebentou em 1628 no Porto, contra o imposto sobre o linho fiado, tendo as fiandeiras revoltadas corrido à pedrada o cobrador deste novo imposto, Francisco de Lucena. O tumulto do Manuelinho que ocorreu a 21 de Agosto de 1637 em Évora e surgiu na sequência do lançamento de novos impostos e pelo descontentamento da população face às difíceis condições de vida em que viviam, foi o principal prenúncio do movimento restaurador. Este movimento rapidamente se alastrou tendo eclodido tumultos em diversas localidades como Portel, Sousel, Campo de Ourique, Vila Viçosa, Faro, Loulé, Tavira, Albufeira, Coruche, Montargil, Abrantes, Sardoal, Setúbal, Porto, Vila Real e Viana do Castelo.

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A Revolta do Manuelinho

A conspiração de 1640 foi planeada sobretudo por D. Antão de Almada, Dom Miguel de Almeida e pelo Dr. João Pinto Ribeiro, bacharel em direito, que foi Juíz de Fora em Ponte de Lima, onde tomou posse a 27 de Setembro de 1627 e que defendia a anulação do juramento que Filipe I tinha feito nas Cortes de Tomar, por incumprimento de obrigações por parte dos monarcas castelhanos.

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 Painel de azulejos de finais do séc. XVII representando a reunião dos Conjurados,

existente no Jardim dos Palácio dos Almada em Lisboa, actual sede da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Na manhã do dia 1 de Dezembro de 1640, os membros da conjura, constituída por cerca de cinquenta homens, 40 da nobreza, sendo os restantes do clero e militares, daí também serem conhecidos por “Os Quarenta Conjurados”, invadiram o Paço da Ribeira onde se encontrava a Duquesa de Mântua (Vice-Rainha de Portugal), e o traidor Miguel de Vasconcelos, seu secretário-geral.

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Morte de Miguel de Vasconcelos, em 1 de Dezembro de 1640

O destino deste último foi trágico, uma vez que foi atirado da janela, o que lhe causou a morte enquanto a Duquesa de Mântua, Isolada e sem apoios locais, permaneceu aprisionada nos seus aposentos.

Os revoltosos proclamaram D. João, Duque de Bragança, como rei, aos gritos de “Liberdade”, “Liberdade” tendo o povo e toda a nação portuguesa apoiado de imediato a revolução.

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 El-Rei D. João IV

Se a Revolução do ponto de vista tático obteve sucesso, difícil seria, contudo, a manutenção da independência a qual, para além de uma guerra longa com Castela, que durou 28 anos, passava também pelo reconhecimento internacional da nova realidade portuguesa.

E o nosso esforço de guerra e diplomático foi gigantesco…

Uma vez que este “Jantar dos Conjurados“ tem lugar em Ponte de Lima, não posso deixar de referir alguns acontecimentos aqui ocorridos, na ocasião, de acordo com os livros das Vereações da Câmara e dos pergaminhos à guarda do Arquivo Municipal.

No dia 15 de Dezembro de 1640 a população deslocou-se aos Paços do Concelho e daí à Igreja Matriz, para aclamar D. João IV, sem esperar ordens ou orientações da sede da Comarca, antecipando-se e dando assim prova do seu patriotismo e exemplo às restantes vilas da Comarca – e na torre sineira da Igreja Matriz existe um painel de azulejos com a inscrição “REAL, REAL, REAL POR D. JOÃO O IV NOSSO SENHOR E REI DE PORTUGAL”.

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Torre Sineira da Igreja Matriz de Ponte de Lima

A Câmara de Viana, após a Aclamação que ocorreu a 17 de Dezembro, escreveu à Câmara de Ponte de Lima, convidando-a a formar uma liga ofensiva e defensiva.

Em Sessão de Câmara do dia 16 de Fevereiro de 1641, presidida pelo Vereador mais velho o Capitão Mor João Malheiro Pereira, foi aberta e lida uma Carta Régia onde D. João IV nomeava a primeira vereação do seu reinado.

A vila de Ponte de Lima também contribuiu para o esforço da guerra que se seguiu à Restauração, através do pagamento de diversos impostos, e os habitantes iam correspondendo conforme podiam e quando já não podiam contribuir, imploravam misericórdia régia, nem sempre atendida.

A Ponte de Lima chegavam amiúde diversas exigências para o esforço de guerra e apesar da miséria que existia no concelho, a Câmara, respondendo a uma solicitação de 3 de Junho de 1641, ofereceu todas as suas rendas do ano, paralisando a máquina administrativa.

Devido às guerras com Castela e com os holandeses no Brasil, aumentavam as necessidades de dinheiro e de homens, pelo que chega a Ponte de Lima nova exigência de homens para engrossarem as fileiras de infantaria.

Após os pedidos de cobrança de novos impostos ocorridos em Maio e em Agosto de 1641, os Vereadores, solicitaram ao Rei por carta de 23 de Outubro, que tivesse contemplação com o povo de Ponte de Lima, atendendo ao sacrifício que já faziam e continuavam a fazer com as suas companhias de infantaria, em serviço nas linhas da fronteira, mas não obstante esta exposição por carta recebida a 20 de Novembro, o Juiz de Fora comunica aos Vereadores e Procurador do Concelho, que tinha recebido ordens expressas de S.M. para que fosse dado imediato cumprimento a cobrança dos impostos pedidos anteriormente.

Foi igualmente pedido com muita determinação ao Rei que desobrigasse o povo e a nobreza da assistência e vigias ordinárias nas fronteiras, a que vinham sendo obrigados e consentisse que só fossem forçados a prestar-lhes auxílio em caso de perigo, pedido este que foi atendido, através de uma Provisão que o Procurador em Cortes, Mateus da Costa Barbosa, trouxe de Lisboa e a apresentou em Câmara no dia 30 de Julho de 1646, na qual se recomendava que todos estivessem preparados com as suas armas.

Em termos diplomáticos a política externa portuguesa teve por objectivos o reconhecimento da independência, da soberania investida no Rei aclamado pelo povo, colocando-o em paridade com os seus pares europeus, de forma a obter ajuda militar para a defesa do reino e a recuperação, pela via diplomática, e se necessário pela força das armas, do todo o nosso império espalhado pelo mundo, do qual tínhamos sido esbulhados.

Foram enviadas embaixadas a França, aos Estados Gerais das Províncias Unidas, à Inglaterra, à Dinamarca e Suécia, ao Sacro Império e à Santa Sé.

Importa, aqui, referir alguns destes esforços diplomáticos.

No início do ano de 1641 partiu do nosso país, com destino a Paris, uma primeira embaixada portuguesa para pedir auxílio para a manutenção da restauração da nossa soberania ao Rei Luís XIII e ao seu Ministro, o todo poderoso Richelieu. Esta comitiva era constituída por D. Francisco de Melo, Monteiro-Mor, Dr. António Coelho de Carvalho, Desembargador do Paço, e pelos Secretários João Franco Barreto e Cristóvão Soares de Abreu.

Cristóvão Soares de Abreu, nasceu em Ponte de Lima, provavelmente em S. João da Ribeira (Talhareses), em 1601 ou 1602, foi Moço Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Desembargador da Casa da Suplicação, Vereador da Câmara de Lisboa e Conservador da Casa da Moeda, era filho de Francisco Soares de Abreu, Provedor Mor da Fazenda do Brasil, e neto de Vasco Sequeiros de Abreu. Foi delegado de D. João IV no Congresso de Westefalia, de 1643 a 1648, que pôs fim à guerra dos 30 anos e faleceu em 1684 e foi sepultado em Lisboa. A si ofereceu o Rei Luís XIII de França o espólio de D. António, Prior do Crato, após a sua morte ocorrida em Paris.

Seis meses após a Restauração, não conseguimos tudo, mas conseguiu-se o reconhecimento político, de uma das mais importantes nações do mundo, a França.

Para a Inglaterra, partiram em Fevereiro de 1641, D. Antão Vaz de Almada, 7.º Conde Abranches, acompanhado pelo Embaixador Dr. Francisco de Andrade Leitão, e pelo Secretário Dr. António de Sousa Macedo, que conseguiram estabelecer um tratado de Aliança com Carlos I – Tratado de Londres, através do qual D. João IV era reconhecido como rei de Portugal.

No que toca ao reconhecimento da Santa Sé, Portugal enviou uma primeira embaixada em 1641, chefiada por D. Miguel de Portugal, Bispo de Lamego, mas o papa Urbano VI, como não pretendia desagradar ao rei espanhol, não atendeu às pretensões de Portugal. Oficialmente só em 1670 é que a Santa Sé, por intermédio do Papa Clemente X, reconheceu a restauração da nossa independência.

Mas, volvidos hoje 374 anos, a soberania portuguesa ainda se encontra por restaurar em todo o território nacional, uma vez que Olivença, concelho português do extinto Distrito de Portalegre, continua sob ocupação espanhola, desde o dia 20 de Maio de 1801, data da sua tomada por Manuel Godoy ao comando de tropas espanholas, na sequência daquela que ficou conhecida como “Guerra das Laranjas”. A 14 de Agosto de 1805 era lavrada a última acta da Câmara de Olivença em língua portuguesa.

Desde o Congresso de Viena, que decorreu entre 1814-1815, Portugal continua à espera do cumprimento da resolução que obriga o Estado espanhol a devolver este território a Portugal.   800px-CAstillo.jpg

Castelo de Olivença, Torre de Menagem

Com que moralidade reclama a Espanha o território de Gibraltar aos britânicos, quando nega esse direito a Olivença? É que Gibraltar, foi «reconquistada aos mouros» em 1462 por Castela e este território foi cedido à Inglaterra em 1713, pelo Tratado de Utreque (e este tratado permanece válido à luz do Direito Internacional), enquanto Olivença foi ocupada… Além disso Gibraltar esteve na dependência de Espanha durante cerca de 250 anos, e já está sob administração inglesa há 301 anos. E Olivença era portuguesa desde tempos imemoriais – por mais de 500 anos…

Mas a restauração da nossa independência ainda é necessária nos nossos dias, uma vez que a nossa integração na Europa pôs em causa o direito à mais fundamental das nossas liberdades: o direito de decidir o nosso próprio destino.

A União Europeia não pode ser a Uniformização Europeia, uma vez a Unidade da Europa é definida pela diversidade das várias culturas europeias e a cultura terá de assentar na afirmação das comunidades históricas que formam a Europa.

Para manter a sua sobrevivência como Nação, Portugal tem de continuar a ser um Estado periférico, além de ibérico, atlântico e universal e não pode permanecer insensível ao desaparecimento gradual da sua Cultura e Civilização − integrado como ficará numa região ibérica –, como não pode deixar de ser atlântico e marítimo o povo que mais cedo tornou possível a actual Universalidade de Nações e Povos.

O projecto federalista para o qual apontam vários Tratados Europeus e nos quais têm vindo a colaborar as grandes famílias europeias e os seus seguidores em Portugal, tem antecedentes muito perigosos de Carlos Magno a Hitler, de Filipe II e Napoleão a Estaline.

A União Europeia, tal como vem sendo desenhada pelos eurocratas, põe em causa as nossas liberdades e prerrogativas históricas, pois uma coisa é a interdependência económica, outra a independência – a soberania nacional – sem a qual não poderíamos existir como verdadeiros portugueses.

Portugal corre o sério risco de perder a sua identidade como nação de oito séculos, e de povo primário e principal descobridor do mundo, a troco de uns quilómetros de auto-estradas, de umas Expos ou Capitais de Cultura, de uns milhares de Euros que vão corrompendo a alma lusitana, ameaçada pelo moderno europeísmo e outras continentalidades.

A nossa permanência na União Europeia leva-nos cada vez mais à defesa da nossa independência. A nossa liberdade e a consequente vontade de ser português, corre perigo. É preciso lutar, lutar só ou acompanhado, lutar pelos filhos e pelos avós, lutar com palavras e actos, mas LUTAR POR AMOR A PORTUGAL!

E se Portugal não deve sair da Europa, também não se pode circunscrever nela.

Temos de restaurar a nossa dignidade e reassumir a nossa vocação universal, através de um aprofundamento da comunidade dos países de expressão portuguesa que envolva políticas comuns, nos domínios económico e cultural.

Só a restauração da monarquia impedirá a absorção de Portugal pela Europa, pois apenas o Rei dos Portugueses, que não está dependente de interesses político-partidários subjacentes às decisões levianas que têm permitido a venda da nossa pátria, defende realmente a nossa independência e identidade. A restauração da instituição real, porque é o único regime que melhor interpreta o passado e leva à construção de um verdadeiro futuro à altura do nosso país, é um dever que compete à nossa geração, permitindo enfrentar, de igual para igual, os gigantes europeus.

 

Viva Portugal!

 

Ponte de Lima, 29 de Novembro de 2014

 

______________

 

* Intervenção proferida no “Jantar dos Conjurados” realizado em Ponte de Lima a 29 de Novembro de 2014, na qualidade de Presidente da Direcção da Real Associação de Viana do Castelo,

02
Nov14

Convite - Lançamento do Livro "A importância das ilhas no quadro das políticas e do direito do mar – o caso das Selvagens "

Pedro Quartin Graça

LIVRO.jpeg

Dia 6 de Novembro, 5ª feira

LIVRARIA DESASSOSSEGO

Rua de São Bento, 34  - 1200-815 Lisboa


AUTOR: Pedro Quartin Graça
 
EDITORA: Chiado Editores

 

“A importância das ilhas no quadro das políticas e do direito do mar – o caso das Selvagens” e está assim dedicado ao estudo das políticas públicas e do enquadramento jurídico aplicável a esta temática, numa dupla perspectiva: por um lado, comprender e explicar o nascimento e a evolução de um regime próprio das ilhas em geral na política e no direito internacional, através da distinção do seu regime com o de outros espaços marítimos; por outro, sendo que este é o principal foco de investigação, examinar a situação política e jurídico-geográfica das “Ilhas Selvagens” portuguesas, tanto no âmbito das políticas públicas, como no do Direito português e do Direito Internacional em geral, essencialmente no que diz respeito às relações diplomáticas bilaterais entre Portugal e Espanha.

As ilhas Selvagens, ou o arquipélago das Selvagens, conforme a opção que façamos relativamente à sua designação, encontram-se localizadas no Oceano Atlântico, entre a ilha da Madeira e as Canárias, sendo que, de um ponto de vista geográfico, estão fisicamente mais próximas do arquipélago das Canárias.

Esse facto, isto é, a maior proximidade geográfica entre as Selvagens e a ilha espanhola de Tenerife, nas Ilhas Canárias, tem vindo a suscitar, pelo menos desde o início do último século XX, por parte de Espanha, dúvidas sobre a titularidade da soberania sobre o referido arquipélago.

Ainda que a Comissão de Direito Marítimo Internacional (CDMI), em documento oficial datado de 1938, tenha rejeitado a importância da proximidade geográfica para fins de atribuição da soberania sobre as referidas ilhas, é, todavia, uma realidade que, desde há vários anos, têm ocorrido vários incidentes diplomáticos entre os dois países ibéricos - Portugal e Espanha-, em virtude da existência de violações de águas territoriais portuguesas por parte de barcos de pesca espanhóis ou mesmo de aviões da Força Aérea de Espanha.

A pretensão territorial de Espanha relativamente às ilhas Selvagens é oficialmente datada de 1911, ano em que foi enviada uma nota diplomática espanhola a Portugal precisamente nesse sentido. Espanha, na mesma, considera que as Selvagens fazem parte do arquipélago das Canárias. Portugal, refutando tal tese, e também em documento oficial, informou a Espanha da sua soberania sobre as ilhas.

A importância das Ilhas Selvagens é grande para os dois países ibéricos em sede de qualificação jurídica internacional do arquipélago, da delimitação dos espaços marinhos de soberania económica, particularmente a questão da actual Zona Económica Exclusiva de 200 milhas e das riquezas existentes nas referidas águas. Mas, também, ao longo da história, em questões de defesa militar, dos compromissos da NATO, entre outros.

Esta é uma matéria relativamente à qual não foi encontrada, até ao momento, uma solução uma vez que, por causa das Selvagens, persistem problemas de harmonização de Direito Internacional relativamente à Zona Económica Exclusiva de Portugal e a ZEE de Espanha."

 

 

 

 

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