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Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

Risco Contínuo

Estrada dos bravos, blog dos livres

30
Abr13

Um marco histórico da Segurança Rodoviária em Portugal

Duarte d´Araújo Mata

Quem viu as campanhas de sensibilização rodoviária em Portugal e quem as vê.

Pela primeira vez, introduz-se a bicicleta como veículo de pleno direito da estrada. A bicicleta a ocupar a estrada, de forma ser vista pelos outros utilizadores, e não afastada para uma qualquer berma.

É fundamental esta mudança de paradigma a que estamos a assistir e estão de parabéns todos quantos contribuiram para passar esta mensagem.
29
Abr13

Inseguro quanto a Seguro

João Ferreira Dias

Quem por aqui passa e quem me conhece sabe que tenho feito aguerridas críticas ao governo de Vitor Gaspar. Felizmente, o capitalismo e a bancocracia ainda nos permitem o uso livre da palavra. Mas as manhas de cólera quanto ao governo e quanto aos rumos da Europa não se ficam por tais margens. Há em mim um desconforto quanto à Esquerda onde voto. Enquanto o PCP vai alterando o seu rumo, felizmente, tornando-se num partido democrático em processo, o BE está ainda a definir que modelo de sociedade deseja. Resta-nos, inevitavalmente, o PS, uma espécie de "do mal o menos". 

Tive alguma atenção ao Congresso Socialista e, claro, tenho ouvido e lido António José Seguro pela imprensa a fora. Não gosto do seu jeito de fazer política. Há nele um discurso populista e de pré-campanha permanente, apresentando-se como alguém que deseja assaltar o poder a qualquer custo mas que não perdeu ainda tempo a pensar o que fará quando lá chegar. AJS faz-me lembrar um treinador de futebol cujo sonho é treinar o Real Madrid ou Manchester United, por exemplo, e que passou tanto tempo a anunciar-se como candidato ao lugar que se esqueceu de preparar o dossier de gestão do plantel: não sabe quem contratar, que modelo de jogo imprimir, que estratégia de mercado terá, etc.

É por isso que AJS é um dos grandes responsáveis pela continuação de Gaspar-Coelho no poder. Ninguém o leva a sério, ninguém sabe o que ele pretender fazer, só se sabe que quer ser primeiro-ministro. 

 

[também ali]

27
Abr13

A Máscara caiu

José Aníbal Marinho Gomes

Se dúvidas ainda existissem, agora foram dissipadas - a “isenção e neutralidade” do chefe de estado que os defensores da república tanto apregoam como sendo um dos valores do decrépito regime, pendeu para um dos lados.

No discurso proferido nas comemorações oficiais do 25 de Abril, o Presidente da República apoiou directamente o Governo, afirmando que estava ao lado dos partidos da maioria e que não queria eleições antecipadas.

Com este discurso nitidamente partidário, e que ofende os princípios da pluralidade, o Presidente da República em nada contribuiu para o consenso nacional, antes pelo contrário agravou as divisões existentes no país e comprometeu, definitivamente, a sua pretensa neutralidade.

Mas porquê tanta indignação por parte da oposição?

É ou não verdade que um Presidente pelo simples facto de ser eleito, representará sempre a facção que o elegeu, uma vez que a isso está vinculado? Como pode um Presidente eleito por uma parte da população simbolizar e exprimir a unidade nacional?

Quem representa os cidadãos que não votaram no actual PR e que foram a maioria da população portuguesa, somando os votos noutros candidatos, nulos, brancos e as abstenções? É que como a escolha da chefia do estado resulta da via eleitoral, os vencidos nunca são representados...

Assim só um chefe de estado imparcial, extra-partidário e agregador das vontades nacionais, pode representar na plenitude todos os portugueses. E esse Chefe de Estado só pode ser um Rei, que desde cedo é preparado para servir o país, que possui uma “especialização em conhecimentos gerais” e não um qualquer dirigente partidário, ex-primeiro ministro, ex-presidente da Câmara de Lisboa, ex-professor universitário, etc.

O PR tem necessariamente uma cor política e partidária. Logo a sua acção não pode ser independe e imparcial, uma vez que está dependente dos compromissos que o ligam ao seu partido e fica refém das forças que o apoiaram. Os apoios financeiros não são prestados gratuitamente e como tal terão de ser recompensados...

Embora os candidatos presidenciais se afirmem independentes, chegando ao cúmulo de se desfiliarem dos partidos que militaram ou dos quais foram dirigentes, enquanto dura o mandato presidencial, após o que pedem de novo a sua readmissão, têm realmente independência se quem os indicou para tal cargo foram esses partidos?

Com o discurso oficial do 25 de Abril de 2013 a máscara caiu a Cavaco e Silva.

Obrigado senhor Presidente da República por ter deixado a nu o regime republicano.

25
Abr13

Um país Isaltado

João Ferreira Dias

Segundo o 'Público' Isaltino Morais não deverá poder continuar a dirigir a Câmara Municipal de Oeiras. Mas porquê, era suposto continuar em funções? Mas, afinal, que país é este? Ainda que fosse legalmente possível continuar a dirigir a CMO a partir da prisão tal seria, eticamente, ultajamente e seria uma afirmação final do exercício político como equiparado funcionalmente à gestão de gangues e da máfia. Se nem a prisão impedisse o exercício de funções políticas, no final, tudo era possível. Preocupante, no mínimo.

 

(também ali)

24
Abr13

Quem diria, um 25 de Abril especial

Duarte d´Araújo Mata

Não esperava que neste 25 de Abril pudesse ter grandes razões para alegrias.
A vida está difícil e os caminhos que estão a trilhar não auguram nada de bom.

Mas a esta hora em que escrevo este texto, faltam 10 minutos para ser dia 25, verifico que um corrupto, provado em tribunal, foi finalmente preso. Só vendo, mas num País em que a corrupção corroi e destroi, frequentemente "quase provada", mas quase sempre só... quase, em que os recursos se sucedem em cascata perante a perplexidade da opinião pública e das próprias instituições, sinto que esta prisão, a confirmar-se, representa um exemplo para o futuro e um sinal de esperança num futuro melhor.

A corrupção ataca os negócios, corroi as instituições, degrada a qualidade do serviço, retira o que é de todos para dar a alguns.

O 25 de Abril tem que ter contribuido para combater essas injustiças. É esta a esperança que hoje, apesar de tudo, sinto.

Foto AQUI

23
Abr13

A Europa segundo Angela Merkel

João Ferreira Dias

Num encontro promovido pelo Deutsh Bank (nada suspeito, por sinal) achanceler alemã falou nos rumos da Europa, focando-se no integralismo político e deixando de fora o integralismo económico e financeiro. A páginas tantas terá dito que “não precisamos de abdicar de práticas nacionais, mas devemos ser compatíveis”. De facto uma necessidade que, por cá, Vítor Gaspar e sua equipa governativa e órbitantes tende a esquecer quando propõe reduzir o salário mínimo nacional ao invés de o aumentar e dotar os portugueses de maior poder aquisitivo. Em todo o caso, a questão principal será saber que Europa se pretende ter, que peso terão os países periféricos, se o tal novo modelo contará ou não com a Grã-Bretanha (ou se esta se fixa definitivamente como observador participante) e se por ventura será o derradeiro golpe imperial alemão sobre o burgo europeu ou se estará a Alemanha disposta a ser mais um país com peso igual.

 

(também ali)

22
Abr13

a tempo e horas

Sofia de Landerset

 

As aulas, na escola primária onde anda o meu filho mais novo, começam às 9h00. 

Supostamente.

Porque às 9h10, a sala de professores ainda está bem composta, com professores a tomar café em amena cavaqueira.

São quase 9h15 quando começam a sair da sala e se dirigem às respectivas salas de aula. Sem pressa.

Nessa altura, ainda há alunos a chegar, ninguém corre para a aula. A descontracção é geral.

Sou só eu?

Sou mesmo só eu que acho isto anormal?

Sou a mãe do soldado que marchava ao contrário, e que achava que o filho era o único a marchar bem?

 

Sempre fiz questão de chegar a horas a todo o lado.

Como podem imaginar, passei também uma vida à espera de toda a gente, porque ninguém senão eu faz questão de chegar a horas seja onde for.

Tentei incutir nos meus filhos esta pontualidade, com algum sucesso.

Receio bem que os tenha sobrecarregado com um fardo injusto. Serão, para o resto da vida, os únicos a chegar a horas.

Terão de esperar por toda a gente, num exercício perfeitamente estúpido, porque ninguém quer saber da pontualidade deles para nada.

 

Ensinaram-me, a mim, que a pontualidade é uma questão de respeito, de organização e de boa educação.

Isto estaria tudo muito certo, se eu vivesse num país do Norte da Europa.

Em Portugal, nem sequer dava para fundar a Associação dos Pontuais Anónimos.

Era só eu. 

 

Esta demonstração de respeito, organização e boa educação é das piores coisas que se podem fazer. Não só porque se faz figura de urso, horas à espera dos outros, mas também porque não se pode falar no assunto.

Assim que uma pessoa aflora vagamente a questão da pontualidade, fica com a sensação de estar a fazer um número de stand up comedy mais bem sucedido do que o Ricardo Araújo Pereira.

E quem não se desmancha a rir, é porque se está a sentir ofendidíssimo.

O resultado é o mesmo: nem uns nem outros nos voltam a convidar para seja o que for.

 

A pontualidade é um sítio muito solitário.

 

 

 

19
Abr13

E mais uma vez a culpa do País é o seu "Estado Social"

Duarte d´Araújo Mata


Noticia o "Público" que  o "Presidente do Barclays Portugal e mais três administradores suspensos".

Não quero culpar ninguém mas vejo que, com a maior facilidade, o culpado tem sido sempre o Estado Social, apesar de continuarmos a assistir à exposição de casos concretos de "buracos" na finança, PPPs, relação privilegiada com grupos empresariais e por aí fora.

IMAGEM AQUI

19
Abr13

A Piolheira II - Termómetro da Politica Portuguesa

José Aníbal Marinho Gomes
Está a chegar o Verão e como tal é nesta altura que a propagação da piolheira pode ser maior. Não espere pela comichão, que pode aparecer até 15 dias após a presença na TV. Por isso é fundamental vigiar.

Recorde-se que a piolheira surge mais frequentemente nas mulheres devido aos cabelos normalmente mais longos.

Para detectar não é fácil, sobretudo para quem tem cabelo claro, oxigenado ou não, Robbialac ou Cin. Por isso recomenda-se a colocação de uma toalha branca sobre os ombros, e que se penteie e verifique a existência de piolheira na toalha. Deve utilizar um pente de dentes finos, específico para este efeito, e uma lupa. A lupa além de permitir verificar a existência dos parasitas, permite uma leitura mais atenta aos livros de História de Portugal, cuja matéria é praticamente invisível a olho nu para alguns pseudo-comentadores políticos da nossa praça.

Examine sobretudo as zonas acima da nuca e atrás das orelhas, onde a piolheira preferencialmente se aloja, por serem locais quentes e húmidos, e outros locais de semelhante amplitude térmica, não se esqueça ainda, dos livros, principalmente daqueles por onde se estudou história de Portugal, sobretudo do séc. XIX e XX.

Cuidado com a reinfestação pois é mais frequente do que se pode pensar!

Assim, aconselha-se a quem subitamente for acometido de um ataque de piolheira, que pode revestir também a forma de piolheira “mental”, a aplicação de um produto para o seu tratamento.

E esse produto é nem mais nem menos o “famoso” Quitoso. 

Só Quitoso mata Piolhos e Lêndeas, enfim a piolheira em geral!

Após a sua aplicação recomenda-se a lavagem dos objectos, livros escolares e roupas a mais de 60ºC e no caso dos livros escolares, após a sua lavagem, deve-se optar pela sua substituição, recorrendo a autores devidamente credenciados e sem tiques próprios de criaturas primárias.

Não se deve também esquecer de aspirar os estofos do carro, sofás e tapetes, inclusive os dos estúdios televisivos.

Depois do tratamento e como protecção é aconselhável a utilização de um champô com capacidade de ajudar a evitar a reinfestação, que facilite a remoção da piolheira morta e que para além de ter um efeito calmante sobre o couro cabeludo, tenha também um efeito indutor de um verdadeiro raciocínio e uma crítica histórico-política rigorosa.

Evite a pediculose!

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