"Não existem evidências científicas porque a vacina é nova. Não podemos dizer se é boa ou não. Mas a minha filosofia é a da medicina preventiva. Não vamos desperdiçar as vacinas que temos, quando deveríamos ter 70 ou 80. Eu vacinei-me!"
Foi esta parte da entrevista que o pediatra João Gomes-Pedro deu ao "I". À pergunta porque se vacinou respondeu: "Porque temos que acreditar no sistema".
Gomes-Pedro poderá ser um bom médico. Isso não ponho em causa. Poderá mesmo ser um crente na bondade do sistema. Tudo indica que é exactamente isso que se passa e está no seu direito. Mas incorre a meu ver em vários erros.
O primeiro é o de afirmar que, apesar de não saber se é boa ou má, recomenda a vacina! Trata-se pois de uma fezada sua de que a mesma é "boa". Mas é só mesmo uma aposta de quem acredita no sistema porque Gomes-Pedro não tem como a validar cientificamente.
Só que esta afirmação vinda de quem tem responsabilidades no âmbito da saúde pública é perigosa, muito perigosa mesmo. Foi por acreditarem no sistema que grávidas se vacinaram e, consequência ou não da vacina, perderam os seus filhos. Foi por lhes tirem dito que a vacina era boa que muitos se viram repentinamente afectados por herpes ocular irreversível...Tudo"coincidências" ocorridas com crentes no sistema...
Mas o segundo erro de Pedro é genericamente mais intrigante: é o de acreditar neste sistema em si mesmo. Gomes-Pedro poderá fazer parte do sistema existente (sem qualquer sentido pejorativo o afirmo) ou colaborar com ele. Isso é legítimo. Mas eu, confesso antisistemista militante, mas que conheço o sistema por dentro, sinceramente não posso ter a mesma opinião de Gomes-Pedro...
No caso de Gomes-Pedro tudo isto é mais grave na medida em que está a recomendar a toma de uma vacina com base em pretensas "evidências cientificas". Concordo com a afirmação de que devemos ter fé nas referidas evidências mas então ainda fico mais perplexo com a posição do pediatra. A verdade é que a vacina contém um componente, o tiomersal,que é um mercúrio orgânico composto (aproximadamente 49% de mercúrio em peso). Para aqueles que não se recordam, o mercúrio é só o 2º elemento mais tóxico que o homem conhece, inclusive mais tóxico do que o chumbo, o alumínio e o urânio, sendo só ultrapassado pelo plutónio. Países como a Noruega retiraram mesmo o tiomersal das vacinas para as crianças. Aqui continuamos alegremente a administrar aos nossos compatriotas aquilo que os outros, mais avisados, afinal rejeitam. Afinal como é Dr. Gomes-Pedro? Tem tanta certeza assim de que podemos mesmo confiar no sistema e nas suas evidências científicas? Da minha parte a resposta vem pronta: Até prova cabal de que a vacina NÃO é prejudicial à saúde humana NÃO PODEMOS! É no fundo uma questão de prevenção Dr. Gomes-Pedro! A tal medicina preventiva a que se refere, só que lida ao contrário.
A Comissão Política Nacional do MPT informou hoje em comunicado dirigido aos Órgãos de Comunicação Social ter deliberado denunciar o Acordo Autárquico celebrado por ocasião da Eleição dos Órgãos das Autarquias Locais com o PSD, o CDS e o PPM referente ao Município de Sintra em virtude do reiterado incumprimento dos termos políticos acordados entre as Partes, da responsabilidade exclusiva do Presidente da Câmara Municipal de Sintra e da estrutura local do Partido Social Democrata.
A CPN do MPT lamentou ainda que, tendo sido o MPT o impulsionador da existência em Sintra no ano de 2005 de uma coligação alargada a quatro partidos, coligação esta que nas últimas eleições autárquicas realizadas em Outubro passado mereceu, de novo, a confiança da esmagadora maioria dos Sintrenses, esse elo de confiança que permitiu a vitória da coligação “Mais Sintra”, venha agora, no período pós-eleitoral, a ser posto em causa por atitudes que revelam a mais elementar ausência de diálogo e consideração política, institucional e pessoal por parte do Presidente da Câmara Municipal de Sintra relativamente ao MPT, à sua Comissão Política Nacional e aos seus dirigentes.
Cessaram para além disso e a partir desta data as relações institucionais entre o MPT – Sintra e a estrutura local do PSD. A representação do MPT na Assembleia Municipal de Sintra deve, em consequência, considerar-se politicamente desvinculada relativamente ao Acordo anteriormente celebrado.
A Comissão Politica Nacional do MPT afirma que não confunde a situação existente em Sintra com aquela que, no âmbito autárquico e com resultados positivos e relações de respeito mútuo, celebrou e desenvolve com o PSD, o CDS e o PPM em vários Municípios do País nem, tão pouco, as relações de cordialidade mantidas entre as direcções políticas nacionais de ambos os Partidos que deseja manter no futuro, a ser essa também a vontade do Partido Social Democrata.
Silvio Berlusconi garantiu ontem que os crucifixos não sairão das salas de aulas italianas, deixando claro que nenhuma instituição da União Europeia obrigará o Estado italiano a proceder dessa maneira. Uma reacção que contraria frontalamente o veredicto do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo, mas que agrada sem dúvida ao Vaticano e a uma parte significativa da população italiana, católica na sua esmagadora maioria. "Trata-se de uma decisão não vinculativa, que não pode impedir a exibição dos crucifixos nas escolas do nosso país", declarou o chefe do Governo italiano, considerando "inaceitável" a decisão do órgão máximo da justiça comunitária.
Num veredicto tornado público na semana passada, o tribunal deu provimento à queixa de uma cidadã italiana, Soile Lautsi, que em 2002 exigiu a retirada dos crucifixos na escola pública de Vittorino da Feltre, em Abano Treme, onde os seus filhos estudavam. A imagem de Cristo na cruz, alegou, punha em causa os princípios do laicismo em que pretendia educar os filhos. O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos deu-lhe agora razão, também em nome do laicismo, que deve prevalecer no Velho Continente.
"Oito países da Europa têm cruzes nas suas bandeiras nacionais. Esta decisão do tribunal significa que esses países deverão retirar igualmente as cruzes das respectivas bandeiras só porque lá vivem alguns cidadãos que poderão sentir-se incomodados com tal símbolo?", questionou Berlusconi. Entre os países da União Europeia que têm cruzes nas bandeiras incluem-se o Reino Unido, a Dinamarca, a Finlândia, a Grécia, a Suécia, a Eslováquia e Malta. Islândia e Noruega, que não estão integradas na UE, são outras nações europeias igualmente com cruzes nas bandeiras. "Quem caminha por qualquer cidade italiana não pode fazê-lo sem encontrar, a cada 300 metros, por qualquer direcção que vá, o símbolo que representa as raízes e tradições cristãs. Até mesmo um ateu, suponho, pode reconhecer o facto de que o crucifixo está profundamente ligado à nossa história", declarou Berlusconi.
O Governo de Roma contestou a decisão de Estrasburgo apelando ao Parlamento Europeu e ao Conselho Europeu para se pronunciarem sobre este polémico assunto. Também o Tribunal Constitucional e o Conselho de Estado, em Itália, deverão emitir pareceres.
Ai esse nível Dr. Bettencourt! Olhe que o Sporting não está habituado a este tipo de linguagem!
Paulo Bento afirmou que o bom início de época encarnada deixou mazelas irreversíveis na formação leonina: "Houve uma depressão muito grande devido à pré-temporada do Benfica", disse. Sinceramente, quando um treinador não consegue que os seus jogadores se preocupem mais com a sua equipa do que com um adversário isso diz tudo da sua (in)capacidade como líder e a fragilidade psicológica de gestão do plantel!
A Suíça impôs hoje restrições à administração da vacina Pandemrix, também usada em Portugal, no que se refere às grávidas, crianças e jovens até aos 18 anos e adultos com mais de 60 anos.
A decisão deve-se à presença do adjuvante AS03 na composição da vacina do laboratório GlaxoSmithKline. «Dispomos essencialmente de dados sobre adultos, mas ainda não temos nenhum dado quanto às mulheres grávidas e muito poucos em relação às crianças», lê-se num comunicado da autoridade suíça de regulação dos medicamentos, a Swissmedic. Consequentemente, a «Swissmedic não autorizou ainda a administração de Pandemrix nas mulheres grávidas, nas crianças e jovens com menos de 18 anos e nos adultos com mais de 60 anos».
Todavia, os adultos com menos de 60 anos podem ser inoculados com Pandemrix ao abrigo das recomendações do Gabinete Federal Suíço de Saúde Público (FOPH). A autoridade suíça do medicamento autorizou uma segunda vacina para a gripe A - a Focetria, da Novartis -, recomendada para adultos e crianças com mais de seis meses, sendo que no caso das mulheres grávidas ou em amamentação os seus médicos assistentes deverão avaliar as potenciais vantagens ou desvantagens da inoculação.
A vacina Pandemrix foi aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada na União Europeia, a que a Suíça não pertence. Recentemente, soube-se que a vacina Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam. A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) esclareceu terça-feira que aquele adjuvante tem sido utilizado noutras vacinas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo.
Em comunicado, o Infarmed afirma que «mais de 22 milhões de vacinas contendo esqualeno (adjuvante) foram já administradas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo». Segundo este organismo, os adjuvantes (também conhecidos como imunomoduladores ou potenciadores da resposta imunitária) são um componente utilizado em vacinas há décadas para melhorar a resposta imunitária aos antigénios presentes.
O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional disponibiliza a partir de hoje na sua página de Internet o relatório sobre o acidente ocorrido na Praia Maria Luísa, elaborado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve, e o parecer sobre risco associado às arribas do Algarve, elaborado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
O relatório elaborado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve conclui que: · O tipo de ocorrência verificado na praia Maria Luísa tem nível de previsibilidade muito baixo. A ciência nacional e internacional não tem ainda capacidade de prever quer a data da ocorrência, quer o local onde poderá ocorrer um fenómeno desta natureza, cujo nível de previsão é idêntico ao dos sismos.
· Da experiência obtida no âmbito da observação sistemática de mais de duas centenas de movimentos de massa nas arribas cortadas em Miocénico nos últimos 14 anos e dos elementos recolhidos no terreno na semana anterior à ocorrência do colapso, não foram observados quaisquer indícios físicos que antecipassem a ruptura da arriba que veio a ocorrer em 21 de Agosto de 2009.
· Os agentes mesológicos (precipitação e agitação marítima de tempestade) mais frequentes que desencadeiam os movimentos de massa mantiveram-se a níveis de actividade baixa, pelo que não pode ser atribuída qualquer relação directa entre os agentes e a derrocada verificada. O sismo de magnitude 4.2 (Richter) registado três dias antes do colapso pode ter contribuído para o acontecimento embora não seja possível confirmar o seu eventual contributo.
O parecer elaborado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa conclui que:
· O evento de 21 de Agosto foi uma rotura por tombamento, absolutamente atípica no que respeita aos factores desencadeantes, podendo ter sido motivado por envelhecimento ou fadiga natural dos materiais constituintes de uma parede rochosa, destacada de terra, e correspondente a estrutura remanescente de um modelado cársico peculiar em evolução rápida. Para esta rotura pode ter havido igualmente contribuição das condições singulares da maré e do sismo que a antecederam. As dimensões do movimento são semelhantes às de outros registados nesta praia e em contextos similares de arriba rochosa do Algarve central.
· No estado actual do conhecimento científico, não é possível prever o momento ou o local onde poderá ocorrer a próxima rotura nas arribas, tal como não seria possível prever em tempo útil a rotura de 21 de Agosto de 2009.
· A evolução natural das arribas configura necessariamente situações de risco para pessoas e bens, que usem ou ocupem a faixa adjacente ao bordo superior da arriba e ao seu sopé, e que é imprescindível acautelar. A gestão do risco implica, neste e noutros casos semelhantes do litoral do Algarve, a adopção de medidas de carácter preventivo. Estas medidas traduzem-se no caso em apreço pela demarcação de faixas de salvaguarda, pela colocação de sinalética específica e pela realização de inspecções regulares por técnicos competentes e experientes, as quais poderão alertar para a necessidade de acções de saneamento, reperfilamento ou consolidação, sustentadas por estudos e projectos específicos.
A avaliação das dimensões das faixas de salvaguarda em vigor neste sector do litoral, face à evolução observada até ao presente, indica que são adequadas aos fins a que se destinam.
Leia aqui:
Relatório e Parecer sobre o acidente ocorrido na Praia Maria Luísa
Pesava 136 quilos e tinha força para matar um homem. Quando apareceu no cimo de um monte na reserva Kora, no Quénia, Christian já não era o leãozinho que andava ao colo e passeava de Bentley. Não via os pais adoptivos há um ano. Comportava-se como um leão selvagem. Mas assim que John e Ace o chamaram, começou a correr, saltou-lhes para cima, e surpreendeu-os com um abraço.
A história do leão comprado no Harrods por John Rendall e Anthony Bourke (Ace) tornou-se famosa nos anos 70. Trinta anos depois apareceu no You Tube e teve mais de oito milhões visualizações. O livro sobre Christian chega a Portugal.
O XVIII Governo Constitucional, hoje apresentado por José Sócrates ao Presidente da República, vai ter cinco mulheres em 16 ministros e apresenta no seu conjunto oito novos ministros.
Num total de 16 ministros, são novos Alberto Martins (Justiça), António Serrano (Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas), António Mendonça (Obras Públicas, Transportes e Comunicações), Dulce Pássaro (Ambiente e Ordenamento do Território), Helena André (Trabalho e Solidariedade Social), Isabel Alçada (Educação), Gabriela Canavilhas (Cultura) e Jorge Lacão (Assuntos Parlamentares.
Transitam do XVII para o XVIII Governo Constitucional, mantendo as mesmas pastas, seis ministros: Luís Amado (Estado e Negócios Estrangeiros), Teixeira dos Santos (Estado e Finanças), Pedro Silva Pereira (Presidência), Rui Pereira (Administração Interna), Ana Jorge (Saúde), Mariano Gago (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior).
Embora mudando de pasta, continuam também no Governo Augusto Santos Silva (transita dos Assuntos Parlamentares para a Defesa Nacional), Vieira da Silva (muda do Trabalho e da Solidariedade Social para a Economia, Inovação e Desenvolvimento). João Tiago Silveira, que foi secretário de Estado da Justiça, assume agora as funções de secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros Dr. Luís Filipe Marques Amado
Ministro de Estado e das Finanças Prof. Doutor Fernando Teixeira dos Santos
Ministro da Presidência Dr. Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira
Ministro da Defesa Nacional Prof. Doutor Augusto Santos Silva
Ministro da Administração Interna Dr. Rui Carlos Pereira
Ministro da Justiça Dr. Alberto de Sousa Martins
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento Dr. José António Fonseca Vieira da Silva
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Prof. Doutor António Augusto da Ascenção Mendonça
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território Engª. Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social Drª. Maria Helena dos Santos André
Ministra da Saúde Drª. Ana Maria Teodoro Jorge
Ministra da Educação Drª. Isabel Alçada (Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar)
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Prof. Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago
Ministra da Cultura Drª. Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas
Ministro dos Assuntos Parlamentares Dr. Jorge Lacão Costa
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros Dr. João Tiago Valente Almeida da Silveira
"Deus é vingativo e má pessoa" afirmou o Nobel português num encontro com a imprensa em que José Saramago reiterou: “O Deus da Bíblia não é de fiar: é vingativo e má pessoa.”
E acrescentou: “Antes da criação do Universo, que se saiba, Deus nada fez. Depois, fez o Universo em seis dias e nota-se, como diz a minha mulher, Pilar. Ao sétimo dia descansou e continua a descansar até hoje.”
Um conselho a Saramago: aproveite e descanse também, mas faça um descanso bastante prolongado e poupe-nos ao chorrilho de asneiras que persiste em dizer com objectivos meramente materiais.
Um retrato de belo-horrível do património português! Excepcional.
Um documentário excepcional que vi anteontem no DOCLISBOA. Jorge Pelicano e Paulo Trancoso de parabéns!
O deputado do PSD Miguel Macedo entregou hoje um diploma no Parlamento para “revogar, com eficácia retroactiva”, os decretos-lei que impõem e regulam a instalação de um dispositivo electrónico de matrícula nos veículos automóveis. O projecto de lei assinado pelo deputado Miguel Macedo foi o primeiro diploma do PSD a dar entrada na mesa da Assembleia da República nesta nova legislatura, que se iniciou com a reunião plenária de quinta-feira da semana passada. Em causa estão os decretos-lei do Governo 111, 112 e 113 de 2009, que o ex-secretário-geral do PSD propõe que sejam revogados, com “efeitos às datas de entrada em vigor” dos referidos diplomas, “todos de 18 de Maio”. “A colocação obrigatória do dispositivo electrónico de matrícula com a finalidade exclusiva de cobrança de portagens é uma medida absolutamente desproporcionada, porque o meio empregue, passível de permitir a criação de um 'big brother' rodoviário e, portanto, uma forte intromissão no direito à privacidade dos condutores, não justifica o fim pretendido”, argumenta Miguel Macedo.
O decreto-lei número 111/2009 constitui a sociedade gestora do sistema de identificação electrónica de veículos, o 112 “estabelece a instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula” em todos os veículos “autorizados a circular em infraestruturas rodoviárias onde seja devido o pagamento de portagem” e o 113 estabelece “um regime aplicável às infracções às normas” de identificação electrónica de veículos. A instalação obrigatória de um dispositivo electrónico de matrícula nos veículos automóveis foi contestada pela presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, durante a campanha para as eleições europeias de Junho. “Cada um de nós vai passar a ser localizado em qualquer momento. Alguém, não sabemos quem, vai passar a fazer esse controlo”, considerou Manuela Ferreira Leite, defendendo que instalar o dispositivo de matrícula, pelo menos, deveria ser “facultativo”.
Em Julho, o PSD, o PCP e o BE apresentaram projectos de resolução para fazer cessar a vigência do decreto-lei que impõe a instalação de um dispositivo electrónico de matrícula, mas a então maioria absoluta do PS no Parlamento chumbou-os.
Fui e sou leitor da Bíblia. Que não é um livro - são muitos livros. Há livros da Bíblia que merecem leitura permanente e são uma fonte inesgotável de sabedoria para além da fé pessoal de cada um. Livros como Rute, Job, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e o Cântico dos Cânticos, além dos quatro Evangelhos.
A Bíblia influenciou toda a arte ocidental, toda a literatura ocidental. Lemos autores tão diversos como Hemingway, Melville e Thomas Mann - e lá está, bem patente na obra deles, a marca bíblica. Vemos filmes de cineastas tão diferentes como Bergman, Ford, Fellini ou Dreyer - e lá deparamos, bem nítido, com o imaginário bíblico. A Bíblia é fundamental até na nossa linguagem comum: muitas frases que usamos no quotidiano são de lá extraídas. Frases de cuja origem bíblica muitos de nós nem sequer suspeitamos, como "os últimos são os primeiros", "pela árvore se conhece o fruto", "a carne é fraca", "lobo com pele de cordeiro", "pedra sobre pedra" e tantas outras. Concordo inteiramente com o que escrevem Daniel Oliveira, no Arrastão, e Bruno Sena Martins, no 5 Dias.
Dizer, como disse José Saramago, que "a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldades e do pior da natureza humana" é passar um auto-atestado de ignorância: ao falar assim, Saramago só demonstra que não sabe do que fala. Fica-lhe mal a ele, não à Igreja Católica. Mas é compreensível que a Igreja reaja e responda: nada mais natural numa sociedade aberta. Assim sucedeu, aliás com notável moderação. Foi quanto bastou para haver quem escrevesse que a Igreja pretende "atear novas fogueiras", o que é algo pelo menos tão disparatado como as opiniões de Saramago sobre a Bíblia e me faz lembrar este aforismo: "Viste alguém que se julgue sábio? Há mais a esperar do insensato que dele."
Encontramo-lo onde encontramos tanta coisa: na Bíblia (Provérbios, 26-27).
Saramago devia lê-la.
* Publicado em: http://corta-fitas.blogs.sapo.pt/
e em http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/110
Saramago é complexado. Isso toda a gente já tinha percebido. Que teve um qualquer problema com a religião no passado, isso também já deu para perceber. Mas no seu último "livro", apelidado "Caim" vieram ao de cima as facetas menos conhecidas de Saramago: o ódio cego, a ignorância pura, a ofensa gratuita. Saramago, pasme-se, pretende recriar a história e transforma a Bíblia numa obra do Diabo e fonte de todos os males da humanidade!
É verdadeiramente mau de mais. Uma ofensa para os crentes, em especial para os católicos. Um insulto à inteligência do português médio que convida ao total desprezo do autor destas verdadeiras heresias.
Volta Sousa Lara, estás perdoado!
João de Deus Pinheiro explica as razões da renúncia ao mandato de Deputado à Assembleia da República. A dúvida é se alguém ficou convencido...
A vereadora da Câmara de Lisboa Helena Roseta pediu hoje aos grupos parlamentares para proporem a "revogação imediata" do decreto-lei que rege o prolongamento da concessão do terminal de Alcântara e a abertura de um concurso público.
"Em nome do movimento Cidadãos por Lisboa e de muitos milhares de cidadãos", a autarca, reeleita nas eleições de domingo passado integrada como independente na lista socialista, enviou uma carta aos deputados onde contesta a prorrogação, por mais 27 anos e por ajuste directo, do prazo de concessão do terminal de contentores à Liscont. A decisão, anunciada no ano passado, tem sido alvo de várias vozes de protesto, mas o Governo nunca recuou, alegando que tem havido um aumento da procura dos serviços e que prevê o esgotamento da infra-estrutura ainda antes de 2010. "Este argumento contradiz o que foi apurado por um relatório do Tribunal de Contas de 2007, bem como um relatório preliminar do mesmo tribunal, apresentado no início de 2009", refere Helena Roseta na carta, divulgada à comunicação social e que recorda também as duas petições entregues na Assembleia "em defesa do Porto de Lisboa".
A vereador cita, por exemplo, um parecer da Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações que refere que os números relativos à movimentação de teus registados em 2008 (235 mil) são inferiores aos 239 mil registados em 2002 - uma "contradição" cujo esclarecimento é "fundamental", já que "a prorrogação do contrato de concessão tem como base a premissa relativa ao esgotamente, a curto prazo, da capacidade" do terminal. Depois de o Ministério Público ter divulgado quarta-feira que não vai desencadear qualquer processo na sequência da auditoria do Tribunal de Contas ao alargamento da concessão, Helena Roseta diz que "o assunto não está esclarecido nem encerrado".
A vereadora pede, por isso, aos grupos parlamentares que proponham "a revogação imediata" do decreto-lei 188/2008 (que instituiu a prorrogação da exploração do terminal de Alcântara) e "a abertura de um concurso público para a concessão da exploração".
E agora António Costa?
«Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que a adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de rugidos e mugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sendo consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canónica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela, ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa no género amo-te, eva. Como uma coisa, em princípio, não deveria ir sem a outra, é provável que um outro objectivo do violento empurrão dado pelo senhor às mudas línguas dos seus rebentos fosse pô-las em contacto com os mais profundos interiores do ser corporal, as chamadas incomodidades do ser, para que, no porvir, já com algum conhecimento de causa, pudessem falar da sua escura e labiríntica confusão a cuja janela, a boca, já começavam elas a assomar. Tudo pode ser. Evidentemente, por um escrúpulo de bom artífice que só lhe ficava bem, além de compensar com a devida humildade a anterior negligência, o senhor quis comprovar que o seu erro havia sido corrigido, e assim perguntou a adão, Tu, como te chamas, e o homem respondeu, Sou adão, teu primogénito, senhor. Depois, o criador virou-se para a mulher, E tu, como te chamas tu, Sou eva, senhor, a primeira dama, respondeu ela desnecessariamente, uma vez que não havia outra. Deu-se o senhor por satisfeito, despediu-se com um paternal Até logo, e foi à sua vida. Então, pela primeira vez, adão disse para eva, Vamos para a cama.»
Mau, muito mau mesmo!
A gestão do Sporting continua a ser, para mim, ex-sócio do clube mas adepto de sempre, um mistério. O Sporting já recebeu 61,8 milhões de euros desde o início do século XXI pela venda de jogadores provenientes das camadas jovens, sendo o clube, dos três grandes, que mais lucra com a formação. Com as seis transferências de futebolistas formados no clube, os leões encaixaram mais de dois terços da quantia total das vendas realizadas neste século (87,9 milhões). O negócio mais proveitoso para a equipa leonina foi a venda de Nani para o Manchester United, em 2007, que rendeu 25,5 milhões de euros.
Mas a verdade é que, pese embora estes lucros, o deficit não pára de crescer. Pior. Fazem-se receitas com vendas, os dirigentes dizem que se deve menos,mas a verdade é que o passivo do Sporting é cada vez maior, cifrando-se agora em mais de 300 milhões de euros! A pretensa gestão modelo de José Roquette foi a machadada final numa gestão equilibrada do clube. De aí para cá, para além do profissionalismo e a boa vontade Miguel Ribeiro Teles, a verdade é que uma só pessoa a trabalhar bem não chega.
Confesso que a gestão de José Eduardo Bettencourt não me convence. Cada vez que os dirigentes inventam novas soluções para o diminuir, logo se constata que, entretanto, o buraco se tornou cada vez maior! É verdadeiramente estranho tudo isto! E o mais grave é que nunca percebi as explicações que foram dadas ao longo dos últimos anos para justificar esta situação. Problema meu certamente. Para onde vais Sporting?
Maitê Proença - confesso que mal a conheço, pois não vejo telenovelas há trinta e tal anos - terá feito comentários desagradáveis a respeito dos portugueses, pelo que se retratou com pedido de desculpas. Vendo um curto excerto do programa, que é eloquente do analfabetismo alvar da rapariga, compreende-se que se ria do que desconhece.
O mundo está cheio de idiotas e não é a rapariga que alterará com tão miserável exibição de mentecaptismo atrevido essa nossa certeza. A fazer fé no arrependimento da actriz, fica a mancha de um deslize que não é relevante pela protagonista da gaffe, mas pelo facto de ser característica de um grande país, tão grande como um continente, que foi talhado por Portugal. Aos brasileiros, esse povo admirável nos defeitos e nas qualidades - e até nas qualidades dos seus defeitos - importa lembrar que o Brasil nunca existiu; ou antes, o Brasil foi sempre, pelo menos até aos anos 20 ou 30 do século XX, a expressão da ideia de um Portugal atlântico, tropical e ultramarino. Sem os portugueses, o Brasil seria hoje um amontoado de republiquetas de fala castelhana com enclaves étnicos nativos dominados por terratenentes crioulos como o são, com excepção do Uruguai, do Chile e da Aregentina, os países saídos da colonização espanhola.
O Brasil é uma criação portuguesa e tudo o que disserem descendentes de italianos, alemães, libaneses e sírios que ali prosperaram faz parte de uma persistente tentativa de reescrever a história. O brasileiro fala português, o seu Estado foi feito por portugueses, as suas leis e instituições são de matriz portuguesa, os valores sociais e individuais carregam mais de trezentos anos de vida portuguesa e até a sua literatura - pelo menos até Euclides - é portuguesa.
O Brasil, lembrem-se os brasileiros, foi monarquia com casa imperial Bragança e chegou até a ser sede do poder, substituindo-se a Lisboa como cabeça do império. O Brasil é caso único, pelo que não se deve contorcer com as habituais cólicas compensatórias e complexos de inferioridade que acometem os ex-colonizados. Há anos tive a oportunidade de conhecer alguns académicos brasileiros que desenvolviam actividade docente nos Eua. Era um permanente campeonato de lugares-comuns e ditos sem espírito nem inteligência para apurar quem dizia mais mal de Portugal. Uns eram pró-holandeses, outros gostariam que o Brasil tivesse sido colónia britânica, outros ainda que se tivesse mantido à margem e fosse um imenso telão verde povoado por bons selvagens. Ou seja, esses professores de língua e cultura debatiam-se com a maior das contradições que era a de negarem o múnus da sua actividade profissional. É triste, pois o Brasil, para ser Brasil, não tem outro destino que o de actualizar, globalizando-a, a herança portuguesa. Nós não devemos nada ao Brasil.
O Brasil, sim, deve-nos a visibilidade, a grandeza da sua mancha territorial, a homogeneidade da língua, a capacidade de se ver para além da América do Sul.
O Brasil é, nem mais, o prolongamento de Portugal, pelo que não me repugna a ideia de, um dia, o Portugal europeu possa vir a integrar a Federação Brasileira. Sempre que olho esse colosso, lhe ouço o hino e olho a bandeira só vejo Portugal, não o Portugal Estado-nação, mas uma ideia de fraternidade universal que saiu da nossa lavra.
O Brasil, a vir a ser uma grande potência, não mais será que Portugal.
* Publicado no Blog Combustões
Está em francês, mas não resisto a publicá-la:
Premier jour de classe à Ville St-Laurent...
1er septembre... le directeur fait l'appel des élèves.
-"Mustapha El Ekhzeri" -"Présent"
-"Achmed El Cabul" -"Présent"
-"Kadir Sel Ohlmi" -"Présent"
-"Mohammed Endahrha" -"Présent"
-" Ala In Ben Oit" Silence. -" Ala In Ben Oit"
La classe demeure silencieuse.
Pour la dernière fois: " Ala In Ben Oit".
Soudain un garçon dans la dernière rangée se lève et dit au directeur:
C'est moi, mais ça se prononce: Alain Benoit
Sinceramente não consigo compreender. Acho sobretudo uma enorme falta de respeito pelos eleitores. A não ser que, na verdade, algum problema de saúde tenha surgido a João de Deus Pinheiro nas últimas horas, é manifestamente incompreensível e intolerável a renúncia ao mandato de deputado à Assembleia da República 30 minutos depois de ter tomado posse. Estou à vontade para o dizer porque o que digo pratiquei. Exerci o meu mandato, iniciado em Março de 2005 até ao fim (hoje) e publiquei no meu blog pessoal um relatório final de actividades. Tenho do lugar a noção de que é uma função de serviço ao País e que deve ser dignificada, no respeito por quem nos elege.
Deus Pinheiro pensa de forma diversa. É pena.
CAMPANAS POR LA GRIPE A from ALISH on Vimeo.
Leia também: http://www.scribd.com/doc/20359792/CRIME
O candidato socialista e presidente da Câmara Municipal de Alandroal (Évora), João Nabais, reconheceu hoje a derrota nas eleições autárquicas de domingo, depois de uma recontagem de votos a seu pedido.
“Reconheço a minha derrota e a do PS. Saúdo o novo presidente de Câmara de Alandroal”, disse João Nabais, em declarações à agência Lusa. O candidato socialista falava depois de uma recontagem de votos, pedida por si e efectuada hoje, confirmar a vitória do Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal (MUDA).
João Nabais alegou que pediu a recontagem de votos com o objectivo de "clarificar" dúvidas em algumas mesas de voto do concelho de Alandroal. “Tudo me pareceu muito confuso. Por isso, achei que devia clarificar-se”, alegou o candidato socialista, considerando que “quem ganhou e quem perdeu não deve ficar com dúvidas”. “Foi uma ajuda para a democracia”, acentuou.
De acordo com João Nabais, após a recontagem de votos pela Assembleia de Apuramento, responsável pelo escrutínio definitivo, o resultado final continuou a dar a vitória ao MUDA. João Nabais garantiu que irá assumir o lugar de vereador no futuro executivo municipal.
“Ronaldo vai deixar os relvados" diz o bruxo Pepe.
Indiferente a ameaças, Pepe, o bruxo espanhol que está determinado a acabar com a carreira de Cristiano Ronaldo, continua com as ameaças. "Espetei uma agulha no tornozelo direito de Ronaldo e ele já se lesionou. Agora vou espetar no tornozelo esquerdo. Depois, dentro de uma semana e meia, vou espetar-lhe na coluna vertebral e estou a fazer de tudo para que daqui a um mês e meio Ronaldo abandone definitivamente os relvados", revelou Pepe ao CM, depois de ter entrado em directo no programa ‘Você na TV’, da TVI, para explicar a sua magia negra. Pepe partilhou ainda que está "confiante" nos seus poderes.
"Fui contratado para fazer com que o Ronaldo deixe de jogar futebol e só paro quando o meu trabalho estiver concluído." Entretanto, o jogador já reagiu: "Sou iluminado pelos anjos.
Sigo uma linha direitinha que me leva aos bons caminhos".
Não se tratava de uma coligação porque ela não era possível entre "não partidos" e um partido mas foi uma invenção assumida pela dupla Costa/Roseta. Uma invenção à portuguesa que incluía também José Sá Fernandes.
Agora este acordo, já na sua sua versão de "Pós Acordo" porque o pré não foi possível, terá um novo parceiro. É troca por troca. O PCP cedeu votos. António Costa, generosamente, retribuirá com um pelouro. É bonito. É sobretudo muito claro para todos os alfacinhas saberem com o que podem contar no futuro.
Pedro Santana Lopes tinha total razão. Foi a CDU que deu a vitória ao PS em Lisboa.
Qual foi a moeda de troca? Saberemos dentro de dias. O aconselhamento eleitoral do PCP aos seus filiados deu resultado. Milhares de voto votaram útil no PS. A isto chama-se obediência! Ou, para ser muito claro, uma verdadeira farsa eleitoral.
O que se espera agora da parte do Dr. Bettencourt é que, ao menos, não despache Stojkovic por meia dúzia de tostões após a valorização automática que terá por estar presente na África do Sul.
Ou será que Paulo Bento sairá mais cedo e já não será necessário mandar o guardião sérvio "à bruxa"?