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Futuro garantido

por Pedro Quartin Graça, em 20.05.13

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publicado às 08:48

O Portugal de Passos Coelho

por Pedro Quartin Graça, em 19.05.13

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publicado às 12:20

os cortes nas cartas

por Sofia de Landerset, em 14.05.13

 

Fiquei hoje a saber algo que já se adivinhava: vão fechar o posto de correios aqui na Praia da Rocha.

 

Chamam-lhe "deslocalização". 

 

Por mim, podem usar os eufemismos que quiserem. A raiva que me dá, tanta imbecilidade!, é exactamente a mesma.

 

O posto de correios da Praia da Rocha serve dezenas de milhares de turistas que por aqui passam, todos os anos. Serve os residentes, serve o comércio e os hotéis que aqui operam. 

Não é um posto de correios obsoleto, que serve meia dúzia de gatos pingados nos dias de maior movimento. 

Tem sempre bastante movimento, e não é raro formarem-se filas para sermos atendidos. Não porque o atendimento seja lento, mas porque há, efectivamente, muito serviço. 

E tem dois funcionários excelentes, o Nuno e o Pedro, que nos atendem sempre com eficiência e simpatia. Só isso já era argumento.

 

Dir-me-ão que é preciso fazer cortes, que não há dinheiro, que temos de ser realistas e por aí fora. Dir-me-ão frases pseudo-engraçadinhas como aquela do socialismo e do dinheiro dos outros. Estou farta de frases pseudo-engraçadinhas. Estou farta do socialismo e do dinheiro que parece sempre ser dos outros, e por ser dos outros, nunca é para o que faz falta.

 

Estou para lá de farta de ver o Estado comparado a uma empresa qualquer - comparação muito utilizada pelos Medina Carreiras muito em voga nesta altura, que têm sempre umas tiradas que parecem fazer imenso sentido, excepto que não fazem sentido algum e tendem a misturar alhos com bogalhos como se não houvesse amanhã.

 

Mas há amanhã. E amanhã vamos ver os residentes da Praia da Rocha, e os turistas que nos visitam, fazer os 3 quilómetros que nos separam da cidade de Portimão, para poder usufruir do luxo faraónico de uma estação de correios.

Três quilómetros que se podem fazer de várias formas: de carro, para quem pode; de autocarro, uma opção que me fartei de elogiar quando para aqui vim viver há dez anos atrás, e que entretanto se tornou numa aventura dispendiosa e morosa para a qual não resta paciência; ou a pé, por uma estrada que mais parece um troço do Paris-Dakar, mais perto de Dakar do que de Paris, e que me dava já vontade de escrever mais outro post, não corresse eu o perigo de vos fazer perder a vontade de vir passar uns dias de férias à Praia da Rocha.

 

Venham, pois. Cá estaremos para vos receber, com ou sem posto de correios. Mas que não há direito, não há.

 

 

 

 

 

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publicado às 14:13

O líder da oposição, segundo o próprio Governo

por Duarte d´Araújo Mata, em 13.05.13

É oficial e está AQUI!

O líder da oposição é, segundo o próprio Governo, Paulo Portas, que também faz parte do próprio Governo.

É uma posição difícil, de grande equilibrismo e muito jogo de cintura, mas alguém tem que a fazer.

Estamos provavelmente perante uma posição de coligação, neste caso entre o CDS-PP e o PS, quanto às políticas de oposição.

É uma gralha que, como em outras semelhantes, não acontece por acaso.

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publicado às 16:17

«Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico»

por Pedro Quartin Graça, em 11.05.13

O nosso amigo Pedro Correia, um dos grandes nomes do jornalismo e da blogosfera em Portugal, lança a nova obra «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico», livro da colecção «Politicamente Incorrectos», da Guerra & Paz.

«A entrada em vigor do Acordo Ortográfico é um crime de lesa-cultura», escreve Pedro Correia, que não deixa de ir ao fundo dos motivos, da congeminação e execução desse crime.

De acordo com o Diário Digital, "em 160 páginas acutilantes, «Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico» mostra que o processo de construção do Acordo Ortográfico é uma estrada pejada de cadáveres: triunfou uma atrabiliária vontade política, ignoraram-se os alertas da comunidade científica, desprezou-se o mínimo consenso social.
Neste livro, Pedro Correia, numa prosa clara e directa, investiga e expõe, de forma rigorosa, todo o processo político de fabricação do Acordo e mostra-nos os seus clamorosos erros técnicos.

"O Acordo – diz Pedro Correia – é tecnicamente insustentável, juridicamente inválido, politicamente inepto e materialmente impraticável"».

Parabéns Pedro!


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publicado às 08:00

O Sheriff de Nottingham

por João Ferreira Dias, em 10.05.13

O executivo de Pedro Passos Coelho tem aberto uma guerra sem precedentes à classe média, à sustentabilidade do país, à sustentabilidade das famílias, aos jovens, e agora aos pensionistas. Manuela Ferreira Leite, que no seu tempo foi uma ministra sem sensibilidade social, é hoje uma das líderes da oposição, condenando veemente o plano do governo e a inércia dos portugueses. A deterioração do sistema social e do tecido empresarial português é gritante, e o único emprego gerado roça já a exploração: salários até 310€. Os xerifes de Nottingham estão cegos de ódio e não há Robin dos Bosques que altere a situação.

 

[também ali]

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publicado às 16:32

CONTRA O FUMO, PELA SAÚDE DE TODOS NÓS

por António Veríssimo, em 09.05.13

A proibição de fumar em espaços públicos é um dos desejos do Governo. “Estão a ser estudadas novas regras para diminuir a expressão de fumadores passivos e tornar a possibilidade de fumar mais difícil”, afirmou o secretário de Estado do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa. A ideia é acabar, progressivamente, com os espaços para fumadores. Quando há mais de 3,7 milhões de fumadores, entre os 15 e os 74 anos, em Portugal “pretende-se ar livre de tabaco em espaços públicos. Contudo, haverá um período transitório”, explicou Leal da Costa. Diminuir a publicidade ao tabaco é outra das intenções, e a comparticipação de medicamentos para deixar de fumar não está fora de questão.
E vai ser assim: para travar o consumo elevado, mudam-se as regras. A proposta para a nova lei do tabaco deverá estar concluída no final do verão.

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publicado às 12:20

EM DEFESA DOS PEÕES

por António Veríssimo, em 09.05.13

Noventa e oito peões foram mortos em 2012, a maioria dentro de localidades, vitimas de atropelamento, segundo dados provisórios da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que não incluem o mês de dezembro. 
Do total de mortes, 64 ocorreram dentro de uma localidade e 34 ocorreram fora. Os dados de 2012 revelam que 11 pessoas morreram ao atravessar a via numa passagem sinalizada, sem que nenhuma delas tenha desrespeitado a sinalização. 
Desde o dia 6 de maio, segunda-feira, e até dia 12 de maio, domingo, assinala-se a Semana da Prevenção Rodoviária das Nações Unidas, dedicada aos peões, e da qual a ANSR se afirma como entidade parceira da Direção-Geral de Saúde (DGS) e da Associação de Cidadãos Auto Mobilizados (ACAM). 
Numa altura em que, a par com estes dados, se sabe que, cada vez mais, há automobilistas que não respeitam as passadeiras e peões que atravessam sem os cuidados necessários, espera-se que esta iniciativa possa contribuir para minorar o número de mortes daqueles que andam a pé.

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publicado às 12:15

A Lição da Segurança Social ou o Colapso de um País

por João Ferreira Dias, em 08.05.13

A segurança social portuguesa está em cuidados paliativos. Pela primeira vez, em mais de uma década, o saldo ficou negativo, na ordem dos 800 milhões de euros. Quase metade da população nacional depende da segurança social, entre pensionistas e desempregados. Esta dependência acarreta a insustentabilidade do sistema, a qual não está independente de uma falta de critério no controlo dos beneficiários - falsos desempregados, beneficiários em diferentes localidades, entre outros dolos que não necessitam ser mencionados. 

Por outro lado, este esgotamento da segurança social, ao registar pela primeira vez perdas significativas, é também sintomático da falência do modelo governativo em vigência. As falências e os despedimentos em catadupa - que surpreenderam Vitor Gaspar (imagine-se!) - estão a empurrar os portugueses para uma situação insustentável, ao mesmo tempo que os países de emigração começam a não ter capacidade de dar resposta às solicitações e encerram as suas portas. É, pois, a austeridade que está a alimentar a fogueira que consome um país. As medidas de Gaspar empurram-nos para o abismo ao som do hino germânico.

 

[também ali]

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publicado às 12:16

O Portas que Abril Abriu

por João Ferreira Dias, em 06.05.13

O eloquente e vibrante poeta Ary dos Santos, escreve um incontornável poema intitulado "As portas que Abril abriu". Trata-se de um poema feito de lágrimas, de amor, de esperança e encantamento. Cerraria Ary novamente o punho para escrever que roubadas foram as portas que Abril abriu. Não restam dúvidas que as portas que Abril abriu foram para políticos como Paulo Portas e não apenas para idealistas como Ary. Na ânsia de ser governo Paulo Portas abriu mão de todas as suas bandeiras políticas, da proteção aos reformados até à classe média que sustenta a economia. Malabarista e contorcionista único, Portas é o principal mantenedor do governo e cabeça da oposição. E porquê? Porque para Portas o mais importante é o seu lugar na cena política. Não importa apertar a mão ao governo e piscar o olho à oposição. Não é incongruência é realpolitik. E nisso, admita-se, Portas é muito bom. No meio desta salganhada governativa, deste rumo sem rumo, Portas saberá sair sem um arranhão por entre as sebes. Mais ano menos ano estará no governo, outra vez, com o PS, e um dia vê-lo-emos como Primeiro-Ministro. A sobrevivência do contorcionista é impressionante - na Assembleia Portas senta-se ao lado de Passos Coelho, com sorriso amarelo, nas televisões faz oposição. Seja qual for o cenário político-económico português num futuro próximo, Portas virá dizer "eu bem avisei". Avisou, não fez foi nada, e isso é uma arte que ele bem domina.

 

[vale a pena ler Fernanda Câncio] [postal também ali]

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publicado às 15:52





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